31.3.10


«Não me lembro da sua imagem, nem de sua cor. Porém sei que era alegre e ria muito, sem sons. Era ágil e dançava como se não tivesse nenhum peso. Eu seguia-a em todos os movimentos e contava-lhe, enquanto ela dançava, os meus problemas secretos. Quais? Não me lembro. Porém ela sabia, logo pela minha voz, todas as minhas coisas...»






Às vezes basta apenas transmitir segurança e compreensão para abrirmos o coração*

29.3.10

ACABOU

Olha, meu querido, tenho uma coisa para te dizer. Se te interessa? Não sei, nem sei se alguma vez interessou, mas eu digo na mesma, nada me impede. O que é? É simples e rápido de dizer... Tudo se resume num "acabou".
Não, não estou à espera que te arrependas de alguma coisa, gostava apenas que pensasses no que me fizeste, no mal que me causas-te neste tempo todo. Não deves ter mesmo a noção do que senti, do que sento e do que nunca mais vou sentir a partir de hoje, não deves ter mesmo noção. Mas sabes? Sei que um dia vais ter até mim, quando o caminho que escolhes-te ficar sem saída, vais dizer "desculpa" e eu, vou dizer, "acabou". Não sou do tipo de pessoas que ganha rancor às pessoas, mas acima de tudo, tenho amor a mim própria, e por mim, pelo meu bem estar, pelo meu coração eu faço tudo e mais um pouco, mesmo que do principio até ao meio doa, mas sei que o fim vai ser chegar à minha felicidade. Como sei isso? Sinto que tudo o que passei até hoje vai ser recompensado de alguma maneira e a porta que tu me deixas-te aberta, mesmo aberta, deixas-te-me uma coisa que é pior do que ter vários caminhos e não saber por onde ir, é ter apenas um que é o "seguir em frente" mas ir sem ti (sentes a diferença?). E é isso que até hoje pensei desde que partis-te, é esta a sensação de"despedida" que me atormentou até hoje. Mas é algo que não quero continuar a viver, é triste isso e se há coisas que odeio, é a dor. E não vai ser por ti, ou por outra pessoa qualquer que vou-me deixar ir abaixo, prometo sempre às pessoas que me amam de verdade que serei feliz por elas e por mim. Nunca saberás as noites de lágrimas, as vezes que via todas as conversas, as fotos que tenho tuas e que passava (passado) a vê-las, nunca saberás. Para mim basta, basta disto tudo, basta de andar a suspirar pelos cantos de cada vez que te vejo feliz, mas não perto de mim.
PROMETO-TE QUE NUNCA MAIS VOLTARÁS A FAZER O MESMO!

Basta, acabou. Chega deste sentimento que só me trás tristeza!

( SOU EU NA FOTO!)

(...)


«Por vezes a vida parece passar-me ao lado, mas quando páro para pensar nisso, vejo que não, é o mundo, o mundo é que muitas vezes passa por mim sem eu dar conta, passa e pára, como numa paragem de autocarro, mas eu não subo, prefiro viver no meu proprio mundo e não no de todos, ou da grande maioria, fujo da confusão, do barulho, do stress que nos consome dia após dia, até nos levar a loucura, ou à perda de vontade própria, em qualquer dos casos, rouba-nos a nossa identidade, passamos a ser só mais um, no meio de milhões, mais um autómato, mais um que deixará de pensar e começará a fazer tudo por reflexo, por hábito e não por vontade própria. ...»
momentos de reflexão... que fazem toda a diferença !

28.3.10

«Perder? Nunca me custou tanto como agora.»

A minha Vida mudou, eu mudei, perdi-me. O escuro do meu quarto agora não me faz adormecer a sorrir, como antes. Agora tenho medo, tenho medo do vento lá de fora, medo das portas a bater, medo de estar aqui. O sol já não me faz acordar de manhã e inspirar e expirar a brisa, agora tenho medo, medo de acordar de manhã e voltar tudo ao normal, porque ter pesadelos não é só quando se está a dormir, há dias em que o pesadelo se torna bem real, mesmo que tentêmos que não passe do mundo de olhos fechados, ele teima em querer ser mais e mais… A chuva agora não me dá vontade de abraçar e aquecer-me num abraço profundo, agora vou para a chuva ouvir música, pensar e chorar. Viver o mundo que por vezes nem eu sei qual é, só Deus sabe. Já não tenho vontade de estar aqui, como antes. Porque vivo a Vida a cada dia que passa, com a esperança de um mundo melhor, um mundo que nunca aparece e eu desespero. Desespero porque quero ser realmente feliz, eu quero, eu quero, eu quero. Mas eu quero mudar o que sinto, eu quero tirar estas sombras bem escuras de dentro de mim, quero transformar-me, quero a felicidade. E agora não peço mais para estarem comigo para sempre, dá azar. Agora quero ser feliz porque me quero sentir bem comigo própria, quero-me sentir bem comigo. Não digo mais que as coisas são para sempre, o sempre é traiçoeiro e nunca mostrou existir. Eu antes de mais nada, quero estar bem comigo, quero poder dizer às pessoas que sou forte, que sou feliz e que sou uma boa amiga, uma boa pessoa para as outras pessoas. Não estou feliz porque os motivos, se os há, a única explicação é que fogem de mim a “sete pés”. Mas eu quero mudar, quero melhorar e quero tornar-me mais forte, mas assim não consigo, assim não tenho capacidade de estar aqui, assim não dou valor ao que me acontece. Mas eu tento lutar sempre, tento estar sempre bem com a Vida, mesmo quando ela nunca esteve pior mas continuo sempre com esperança com um mundo melhor. Um mundo melhor que eu mesma quero fazer. Porquê? Porque eu quero viver, não quero simplesmente existir.Eu não posso só exigir, eu tenho de o merecer primeiro.

26.3.10

...

Porque muitas das vezes a necessidade de expressar o que sentimos é muito grande. Sentimos necessidade de deitar cá para fora, tudo o que está preso. Felizmente há a escrita que nos liberta a alma melhor do que ninguém. Às vezes o tempo é nulo, confesso. Mas não é por isso que deixo de ter a necessidade de o fazer. É como uma droga, um vício.
Embora sem saber o que falar concretamente, tenho algo preso que precisa de ser libertado. É algo maior do que consigo explicar. É sentimentos ainda não desvendados, é sonhos ainda não concretizados, objectivos ainda não conseguidos. Mas a esperança vive em mim, caso contrário já tinha desistido à muito tempo. Acredito no amanhã melhor e num mundo que se vai tornar melhor. Apesar de não ser dona do mundo, sei que quem o é, é mais poderoso do que qualquer desilusão, medo, angústia, maior tristeza juntos. E eu sei que Ele não nos vai desiludir nunca. Embora nem sempre tenho as certezas necessárias, tenho sempre os objectivos traçados e é isso o que faz de mim uma pessoa lutadora, embora com defeitos como toda a gente. Nem todas as pessoas gostam de quem sou, umas pela primeira impressão, outras com os seus motivos, juntos ou não. Mas faz parte, é algo com que toda a gente vive e eu não sou nem queria ser excepção. Há uma força qualquer que faz de mim uma pessoa que consegue seguir em frente mesmo quando estou no fundo do túnel sem motivos para lutar para vencer. Quando lutar já não faz parte dos meus planos, algo muda o meu caminho e dou por mim com o obstáculo alcançado. E é a esperança de um mundo melhor, que me faz ter forças para vencer.

AlexandraPinto, 30-01-2010 ; 17:30h

25.3.10

história de uma vida;

«Parecia ser um plano perfeito, ate ter começado a pensar em tudo o que poderia correr mal. Ao inicio parece sempre tudo perfeito, mas e se… Pois e se em vez disso, ou talvez possa ser antes assim, ou então não.
Eu era assim complicada, triste e complexada, achava que nada corria bem, nem nada nunca iria correr. O meu lado sombrio era eu própria, e não havia outro lado sem ser sombrio. Um dia decidi, era hoje, e afinal não foi, não tive coragem. Outro dia foi, num outro dia, enchi-me de coragem, fui ao quarto dos meus pais, abri o guarda-fatos, subi a prateleira, e tirei de lá a arma que o meu pai escondia. Estava mesmo decidida a não ser mais infeliz, não dar mais trabalho a ninguém. Peguei nela, encostei na cabeça e matei-me. Pois, nem a arma estava carregada, nem tão pouco era verdadeira. Mais envergonhada do que assustada, saí dali a correr. Não deixei sequer uma carta, não dei uma justificação, ate porque ela não existia. Apanhei a primeira caixa de medicamentos que encontrei e meti-os a todos na boca, mastiguei tudo apesar do horrível sabor, desta vez era mesmo o fim, não quis mais pensar. Começaram as náuseas e quis desistir, liguei para o meu pai, liguei para a minha mãe, chorava muito quando a ambulância chegou e depressa me levou para o hospital.
Infelizmente, depois de desistir, o resultado não foi o esperado, nem para lá caminha, no meio disto tudo, sem eu perceber nada, o meu corpo morreu, mas eu estou cá, a minha cabeça está cá, fechada dentro deste corpo morto e sem poder dizer o que quer que seja. O mal dos meus males, duplicou, triplicou e multiplicou por tudo o que de mal havia comigo. Não procurei ajuda, não quis ajuda, não quis ajuda nem nunca contei a ninguém, agora, não posso nunca mais contar. Não posso nunca mais, chorar, não posso nunca mais, não gostar do mundo, que afinal ate gostava mais de mim que eu dele. Agora, a minha agonia será o meu pagamento por ter querido deitar fora, a maior bênção que algum dia recebi. Aquela que recebemos todos, mas alguns de nós só vêm um fardo no seu lugar.

A vida já é curta demais para ser assim desperdiçada, é dura e difícil por vezes,mas só nós podemos mudar isso. Vida só há uma, eu deitei a minha fora e tenho de vegetar numa cama, agora, ate ao final dos meus dias, trocava tudo, dava tudo, para poder voltar atrás.»

24.3.10

nunca saberás...

«Talvez não foi a melhor ideia ter-te contado o que se passava no meu coração, hoje sei que as minhas palavras foram em vão e que hoje não passaram de isso, meras palavras. Como já pensei vezes sem conta na minha cabeça, tudo passou de um mero sonho. E como todos os sonhos não existe eternidade, o meu tempo acabar no preciso momento em que me deparei naquela situação. As forças que as tinhas, perdi-as e a vontade de sorrir desapareceu a partir desse momento. Todas as pessoas têm momentos de tristeza, mas nunca estão preparadas. A dor é tão triste que chego a ter pavor dela, chego a chorar de ver que ela está a chegar a mim. Hoje sei que as pessoas que mais amamos, são as pessoas que muitas das vezes retiram toda a felicidade e que levam um bocadinho de nós com cada lágrima de sofrimento. Levam o sorriso, a esperança e um sonho, um sonho que demoro tempo demais a construir e é triste velo desaparecer por breves instantes. Sinto algo cá dentro que precisa de ser libertado, está demasiado preso e não aguento viver com isto muito mais tempo. É como me proibissem de respirar normalmente e me tirassem metade de mim. A sensibilidade é cada vez melhor, as emoções cada vez mais reviradas ao avesso e a respiração cada vez mais inconstante. Não me perguntem o que se passa, não me perguntem o porquê, não me perguntem porque me senti assim quando já deveria estar preparada por favor, que eu não tenho respostas para essas perguntas. As incertezas e as reviravoltas na minha cabeça são cada vez maiores e isto está-me a deixar louca.Mesmo dando o melhor de mim, mostrando como sou… Dá nisto! Valerá a pena? »



Afinal, nunca me conhecesses-te suficientemente bem, que desilusão!

23.3.10

guardar só o que é bom de guardar.


« Hoje dou por mim a tentar esquecer, o que desde sempre quis manter, porque naquele momento valeria a pena ser recordado com orgulho, mesmo quando não fazia sentido isso acontecer. Hoje sinto que isso é algo que marcou, muito até, mas tem de sair para eu continuar. Porque uma pessoa pode ser hoje uma coisa e no futuro ser outra, completamente diferente. Tenho cada vez mais desilusões, cada vez mais bato com a cabeça quando vejo que apenas nunca passou de uma ilusão, mesmo que antes parecesse tão real. Hoje apenas me resta ter a consciência que a minha vida vai mudar, não se vai manter constante e vou tentar sempre, não cometer os mesmos erros e guardar só o que é bom de guardar. »

Marta Gautier in "Tanto que eu não te disse".

"- Gostas de mim?
- Gosto.
- Gostas como?
- Gosto de estar contigo. De falar contigo.
- Queres namorar?
- Não.
- Porquê?
- Porque já não ia ser igual.
- Igual?
- Sim. Igual ao que temos agora.
- Porquê?
- Porque o princípio é sempre a parte melhor.
- Queres ficar sempre no princípio?
- Se for possível...
- Então, não queres ter ninguém para sempre...
- Talvez não.
- És complicado.
- Se não namorar sou menos.
- Tens medo que eu não goste da tua complicação?
- Tenho a certeza que não vais gostar.
- Como é que sabes?
- Porque acho que conheço alguma coisa das pessoas.
- Achas?
- Talvez.
- E do amor?
- Conheço pouco.
- Então, também não podes conhecer muito das pessoas.
- Talvez tenhas razão, mas não me apetece discutir isso agora.
- Então o que queres discutir?
- Nada. Só ficar assim a olhar para quem passa e falar de banalidades.
- Queres falar de banalidades para sempre?
- Não. Podemos falar de assuntos importantes, desde que não seja sobre nós.
- Assim não vão ser importantes.
- Para ti é essencial falar de nós?
- É.
- Para quê?
- Porque gosto de ti. Achas pouco?
- Acho muito. Por isso não vamos deitar tudo a perder.
- A perder?
- Sim. Se começamos a falar de nós fica tudo complicado e os problemas aparecem."

22.3.10

despedida

«Paro quando chego perto de ti e envolvo-te nos meus braços. Anseio por este momento, mais do que qualquer outro. É a razão da minha vida, e quando me retribuis o meu abraço, eu entrego-me a esse momento, em paz mais uma vez. Levanto a minha mão e toco suavemente a tua face e tu inclinas a cabeça e fechas os olhos, interrogo-me durante um momento se vais afastar-te, mas claro que não o fazes. Nunca o fizeste, e é em alturas como esta que eu sei qual é o meu objectivo na vida. Estou aqui para te amar, para te segurar nos meus braços, para te proteger. Estou aqui para aprender contigo e receber o teu amor em troca. Estou aqui porque não existe outro sítio onde possa estar. Mas depois como sempre, a neblina começa a formar-se enquanto permanecemos juntos um do outro. É um nevoeiro distante que nasce no horizonte, e descubro que começo a ficar com medo à medida que ele se aproxima. Ele insinua-se lentamente, envolvendo o mundo à nossa volta, cercando-nos como que para evitar que fujamos. Como uma nuvem rolante cobre tudo, fechando, até mais nada restar senão nós os dois.
Sinto a minha garganta a começar a fechar-se, e os meus olhos a encherem-se de lágrimas porque são horas de partires. O olhar que me lanças naquele momento persegue-me. Sinto a tua tristeza e a minha própria solidão, e a dor do meu coração, que permanecera silenciosa só por um pequeno intervalo de tempo, torna-se mais forte quando tu me soltas. E então estendes os braços e dás uns passos para trás, desaparecendo no nevoeiro. Anseio por ir contigo, mas a tua única resposta é abanares a cabeça porque ambos sabemos que é impossível. E eu assisto com o coração a partir-se enquanto desapareces lentamente. Mas depressa, sempre demasiado depressa a tua imagem desaparece e o nevoeiro recua para o seu lugar longínquo e eu fico sozinho, baixo a cabeça e choro, choro e choro

«Amanhã quero ter este segundo presente guardado na memória , não como mais um momento que passou, mas como mais um momento que vivi...»


21.3.10

With arms wide open

With arms wide open
Under the sunlight
Welcome to this place
I'll show you everything
With arms wide open
Now everything has changed
I'll show you love
I'll show you everything
With arms wide open




Os meus braços estarão sempre bem abertos para ti*

MÃE




«Porque esteja triste, alegre, tanto faz
Sei que tu a mim sempre me amarás.»

"Mãe! passa a tua mão pela minha cabeça! Quando passas a tua mão pela minha cabeça é tudo tão verdade! " Almada Negreiros

PARABÉNS PELOS TEUS 35 ANOS MÃE, ÉS A MELHOR MÃE DO MUNDO

20.3.10

talvez


Talvez fiz filmes a mais onde eles não existiam, talvez não fiz as melhores escolhas e não percorri o melhor caminho. Talvez pode-se ter dado mais do que dei na minha vida, talvez pode-se ter aproveitado mais do que eu aproveitei. Talvez fosse tudo diferente ou talvez poderia vir a ser tudo igual.



Talvez, talvez, talvez! Há sempre um TALVEZ!!

nem que fosse a última vez...

« Gostava que nos atirássemos de cabeça, nem que fosse a última vez. Gostava de te dar a mão, e não pensar nas intrigas, nas mentiras e nas traições. Mas é impossível, tornou-se cada vez mais complicado tentar entender todas as emoções que sinto. No fundo do meu coração, sinto-me perdida e tão encontrada... »





19.3.10

mudanças

«Podemos acreditar que tudo o que a vida nos oferecerá no futuro é repetir o que fizemos ontem e hoje. Mas, se prestarmos atenção, vamos dar conta de que nenhum dia é igual a outro. Cada manhã traz um benefício escondido; um que só serve para esse dia e que não se pode guardar nem desaproveitar.
Se não usarmos este milagre hoje, ele vai se perder.
Este milagre está nos detalhes do quotidiano; é preciso viver cada minuto porque ali encontramos a saída de nossas confusões, a alegria de nossos bons momentos, a pista correcta para a decisão que tomaremos.
Nunca podemos deixar que cada dia pareça igual ao anterior porque todos os dias são diferentes, porque estamos em constante processo de mudança.» Paulo Coelho

«Uma vez escolhido o caminho, jamais olharemos para trás.»


18.3.10

realidade

Às vezes penso que já nada falta me acontecer, momentos em que sinto que vivi de tudo um pouco. Mas acabo sempre por mudar de ideias. Quando penso que o caminho para a felicidade, finalmente, apareceu, engano-me e sofro as consequências disso. Às vezes também penso como consegui ser tão ceguinha ao ponto de pensar que tudo o que dizias era sincera, tudo o que me prometias iria-se realizar e que eras diferente, que tu nunca irias trair a minha confiança. Só sei que no momento em que não estava mesmo à espera, cai na realidade de que a pessoa que tinha guardada no meu coração não eras tu, ou melhor, eras tu, mas tinha acrescentado qualidades onde elas não existiam. Via em ti uma pessoa melhor, uma pessoa que para mim, era um exemplo. Mas abri os olhos de uma maneira completamente parva (e injusta). Nunca te tinha pedido mais nada além da verdade e sinceridade, e do pouco que isto era, falhas-te. Não acredito como foste capaz, juro-te que não. E eu sei que não merecia. E como é que me fazes isso, quando tu também dizias que merecia o melhor? Há realmente coisas que me ultrapassam e estas e muito sinceramente uma delas.
Senti que apartir daquele momento morri para ti, se alguma vez fui realmente alguma coisa na tua vida.

Sei que apesar da dor da tua indiferença e distância, é preferível do que voltar a fechar os olhos em relação a ti.



16.3.10

meuabrigoconstante

«Jogas com o baralho todo, e és justa nas regras, atiras para a mesa todos os teus erros e defeitos e escondes bem do adversário as tuas virtudes. Não perdes, porque sabes perder, e o teu desejo é sempre ganhar. Para ti o silêncio é a forma mais perfeita de demonstrar música, nele tu te compreendes, encantas-te nas palavras que te irão encontrar. O silêncio é a tua obsessão, a tua forma de escutar. E sabes que o silêncio é para ouvir alto. Sentes que o corpo vence, sentes o chão estreito, dizes que o mundo não pára, sentes que as mãos são asas, que todo o resto é céu, voas de olhos fechados, num tempo que é só teu. E tudo à volta dá vontade de partir, de encontrar alguém também pronto a fugir. Sentes que a noite acaba da solidão, vês o prazer dos outros, e vais dizendo “não”, sentes o vento na cara como a primeira vez, e ao tocares-te na pele, descobres quem tu és. E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não te metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração.
Quando ele te falar, levanta-te, e vai para onde ele te levar.

Fazes parte, não de uma certa maneira, mas da maneira mais importante. »

C.


14.3.10

«esquece o que vês, confia no que sentes.»

« (...) contigo fui aprendendo com os erros, com palavras desagradáveis, aprendi a respeitar o silêncio, ensinaste-me que o sentimento não tem limites, (...).
Gostava que um dia esquecesses o que vês e confiasses no que sentes, isso seria dar-me vida novamente. »



coisas por fazer

«Alguma vez tiveram aquela sensação que houve algo que deixaram ficar pelo caminho, alguém que deixaram para trás, por ser difícil demais ou complicado demais ou estranho demais? Ou aquela sensação horrível de que poderiam ter feito mais, de que poderiam ter agido melhor, de que poderiam ter dito algo?»

13.3.10

never say never



“Passou algum tempo desde que te escrevi a última carta, desde que peguei pela última vez nas folhas e na caneta e carimbei permanentemente os últimos pedaços da minha vida. Já passou algum tempo desde que tiveste notícias minhas. Foi opção minha. Tratou-se de auto-reconhecimento, de afastamento e esquecimento. O cansaço com que ultimamente te tenho andado a respirar é equivalente à vontade de te apagar da minha memória, e à vontade de renascer. Foste capaz de dar-me uma volta de 360 graus. Foste um notável conquistador, percorreste terras e oceanos desconhecidos e descobrias sempre algo que eu tentava meticulosamente encobrir com pinturas e camuflagens que inventava. Trouxeste-me do meu mundo aparte sem aviso, autorização ou prévia justificação. Trouxeste-me ao puro veneno que é a minha realidade, estranho da minha auto-destruição incapaz de entender cada uma das minhas atitudes. (…)
Esta é a carta onde te conto os motivos para o teu afastamento, os motivos pelos quais te quis afastar deste lugar, apagar-te por completo dos meus mapas, ainda que estas palavras sejam evidência clara de que és um feito histórico na minha vida. (…) Dominador nato de todos os meus pontos débeis, hoje retiro-te debaixo da minha pele, para enterrar-te e deixar-te descansar em paz. Hoje afogo o amor que nunca te pude retribuir e consumo-o ainda que em memória para levar-te em cinzas ao cemitério oculto do coração.“