30.4.10


«Sabes qual é o erro que cometemos sempre? Acreditar que a vida é imutável, que, mal escolhemos um carril, temos de o seguir até ao fim. Contudo, o destino tem muito mais imaginação do que nós... Precisamente quando se pensa que se está num beco sem saída, quando se atinge o cúmulo do desespero, com a velocidade de uma rajada de vento tudo muda, tudo se transforma, e de um momento para o outro damos por nós a viver uma nova vida.
Se, esteja onde estiver, arranjar maneira de te ver, só ficarei triste, como fico triste sempre que vejo uma vida desperdiçada, uma vida em que o caminho do amor não conseguiu cumprir-se.
Tem cuidado contigo. Sempre que à medida que fores crescendo, tiveres vontade de converter as coisas erradas em certas, lembra-te que a primeira revolução a fazer é dentro de nós próprios, a primeira e a mais importante. Lutar por uma ideia sem se ter uma ideia de si próprio é uma das coisas mais perigosas que se pode fazer.
E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera.
Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te, e vai onde ele te levar (…)»

para onde é que irei daqui para a frente?

26.4.10


Tu não sabes, mas eu conheço-te melhor do que pensas e consegues imaginar. Eu conheço cada cantinho teu, cada pensamento, cada gesto, cada atitude. Eu conheço cada bocadinho do teu coração como conheço o meu, eu conheço os teus motivos de felicidade e tristeza, da mesma forma que conheço os meus. Eu conheço-te, mesmo quando mentes e queres que eu acredite na tua mentira. Se eu te conheço tão bem, porque tentas sempre a não te dar a conhecer mesmo a quem já te conhece como a palma das suas mãos?
Eu que te conheço tão bem, gosto de ti assim, tal e qual como és, sem tirei nem por! Então porque é que não te dás definitivamente a conhecer às pessoas? Não precisas de uma máscara quando estás melhor sem ela.
(certo?)

24.4.10

«Queria poder fechar os olhos e nunca mais abri-los, pois só assim não perceberia que não estás ao meu lado. Queria poder dormir e não sentir a falta do calor do teu corpo e do bem-estar que os teus carinhos me fazem. Queria poder pensar em ti e não sentir tantas saudades, só assim não veria o quanto a tua ausência me dói...
Queria poder te ver e não sentir que um dia posso perder-te, já que não te tenho por inteiro na minha vida.
Queria poder ouvir-te, ouvir-te chamar
o meu nome ou somente de meu amor, mas não ouço, o vazio da solidão neste momento ocupa o espaço da tua voz. Queria poder sentir o teu perfume, pois sempre adorei o cheiro da tua pele. Queria poder aproximar-me, abraçar e não sentir que o meu coração dispara pelo simples facto de saber que tu estás próxima. Queria poder abraçar-te e não sentir que me fazes uma falta enorme. Queria poder tocar-te e não sentir calafrios, pois quando os sinto sei que o meu corpo te deseja insaciavelmente.
Queria poder acariciar-te, acariciar os teus cabelos, o teu rosto, o teu corpo, e descobrir que tu estás ao alcance das minhas mãos que, desesperadamente, procuram por ti todos os dias. Queria poder beijar-te e sentir que me amas. Queria poder gritar, gritar até não poder mais e não saber o porquê de tal atitude, mas não posso, pois sei que tudo o que quero é me livrar da saudade que se aloja no meu peito.»

21.4.10

caminhos estabelecidos


Na vida estamos sempre a aprender e nestes últimos tempos, a minha tem-me mostrado um novo caminho, felizmente. Confesso que ainda não o vejo completamente aberto, ainda vejo alguns obstáculos pelo meio. Mas no principio desse caminho tem um bocadinho de força, segurança e paz, onde apanho tudo sem deixar nada para trás. Tenho andado com os meus sentimentos às reviravoltas. Tenho notado que as coisas estão a voltar para mim, mas o medo continua presente (mas vai passar que eu sei). É uma questão de acreditar que amanhã o caminho vai estar completamente aberto e eu vou ser muito feliz lá, e nunca vou precisar de voltar para trás para escolher outro. Hoje sei que todas as derrotas têm uma razão de ser, sei também que o que é nosso, às nossas mãos vem parar. E eu tenho sempre aqui, guardado na gavetinha dos meus pedacinhos de vida no meu coração. Onde não os deixo por nada deste mundo. E eu sei, eu sei que se esses pedacinho são verdadeiramente meus, serão meus para sempre. Não é com um desencontro, com um atitude mal tomada, que tudo se vai perder. Não. Não quero, nem muito menos deixo. Eu sinceramente cada vez mais me convenço que não é por mim que vivo, mas para quem amo.
Digam se há coisa melhor que uma palavra na altura acertada, um abraço apertado na altura de maior angústia ou felicidade, um beijinho como símbolo de carinho e sorrisos sentidos nos momentos mais felizes da nossa vida? Para mim não há. E se houver, desculpem, mas ainda não conheço nada maior que algo sobrenatural em força de afecto. *

alexandrapinto;

20.4.10


« E continuo a querer escrever estes textos estúpidos que para além de não leres fazem-me muito mal.
Escondo-me atrás deste olhar o céu, para não ser descoberta e para que não falem dos meus sentimentos como se fossem mais faceis e lineares do que os outros.
Sou apenas um cromo repetido nessas cartas que acumulas e agora a fraqueza é toda minha,
sou eu que (idiota) continuo a sentir o silêncio.
Que raio de amor é este que eu sinto? Quem aguenta todas as batalhas, não desiste e tenta sempre ganhar o impossivel e invisível? Quem tenta e volta a tentar, sem desistir de tentar salvar alguém que não quer ser salvo?
Já nem tento justificar-me perante ti,
é tudo em vão.. Todas as palavras e gestos são insuficientes porque são meus, acabas por levar o pior de mim e eu o pior de ti.
Mas só de pensar que me podia voltar a apaixonar no verdadeiro sentido da palavra por outra pessoa,
dá-me arrepios. Não sei, acho que estou incapacitada de me mostrar a outro alguém por inteiro.
Não me consigo imaginar despida por dentro e por fora e confiar tanto em alguém... Todos os sonhos que vou construir com esse suposto rapaz já os idealizei contigo e as memorias fazem sempre parte.
Contigo eu conseguia jogar limpo...
Sem vergonha podia dizer-te tudo e fazer tudo. Não há nada em mim que não tenhas conhecido e eu cresci aos teus olhos.
É absurdo e infantil
eu sei.. Mas três anos é muito tempo, e de quinze para dezoito mudamos muito e fazemos coisas que nunca pensámos. Mudamos o nosso corpo e a nossa maneira de pensar mas o nosso coração fica e os sentimentos demoram a alterar.
Tu que me espevitavas o sentido de humor,
os teus ombros onde tantas vezes cairam lágrimas minhas... Quando me ensinaste que nos prenderíamos para sempre estavas a brincar?
Com uma lágrima ao canto do olho digo, sem saberes, que preferia quando não tinhas esse arrepio no cabelo e te sentavas no antigo bar da escola á minha espera...
Fascinava-me a forma como não querias saber do que as pessoas podiam pensar e seguias o instinto. Respirava o que sabias e contava as cores dos teus olhos todos os dias. Queria ser perfeita quando só de olhar para ti sabia exactamente o que estavas a pensar.
A minha melhor amiga achava que eras exactamente o que eu precisava...
Agora, a minha melhor amiga detesta que eu pense em ti... E eu já não sei se penso em ti ou se no homem com cara de miúdo que costumava conhecer. »