30.7.10

Descansa em Paz António Feio. 1954 - 2010

Para mim é impossível ficar indiferente ao que aconteceu com o António. Infelizmente faleceu devido a um cancro no pâncreas, tal e qual como a minha avó. Sei bem o que é viver com a presença desta dolorosa doença e acreditar, sempre, num amanhã melhor. Infelizmente as coisas acontecem e as pessoas não são de ferro. Por mais que este homem, e tantos seres humanos que padeceram/padecem desta doença, tenham/têm direito a viver, o corpo não aguenta. Felizmente para ele, não se foi tão a baixo como a minha avó. Apesar de ter o "mesmo" sorriso e a mesma vontade de viver que a minha avó tinha. É triste quando o corpo não consegue suportar os males, por mais que uma pessoa queira sobreviver. António foi sem dúvida um exemplo de homem. Um ser humano a seguir. Uma força de (sobre)viver inigualável. Por mais que a despedida doa, tem de ser feita. E eu quero, como todos os teus admiradores, familiares e amigos, que descanses em paz e que vás para um lugar melhor do que este, porque mereces. Guardarei sempre o teu sorriso, mesmo quando tudo parecia terminar no dia a seguir. A vontade de viver, e de fazer as coisas que nunca tiveste oportunidade de fazer. Aproveitas-te para fazer tudo o que sentias que querias fazer. Quando o apresentador Daniel Oliveira te perguntou: - o que te falta fazer? - tu, sem demoras, disseste - lanchar, porque estou cheio de fome. Eu como todos os ouvintes, esperaríamos outra coisa. Mas não, a tua simplicidade desde até ao teu último minuto, falava mais alto. Afinal não era esta doença que te ia abalar e deixares de lutar. Como disseste e muitíssimo bem:

«Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros. Apreciem cada momento, agradeçam e não deixem nada por dizer, nada por fazer. »

E tu és sem dúvida, um ser humano que encaixa perfeitamente nesta frase. És/eras um grande homem.

DESCANSA EM PAZ, que bem mereces.

29.7.10

Tempos de enganos!

Por mais que tente evitar a raiva está cravada ao longo do meu corpo. A sensação de ter sido gozada a toda a hora dá cabo de mim. E por mais que tente meter na cabeça que houve momentos em que foi sincero, não acredito, por mais que queira não consigo encaixar na minha cabeça que havia momentos em que falavas com o coração. Uma pessoa quando respeita uma outra pessoa, não faz o que tu fizeste. Simplesmente usas-te e deitas-te-me fora quando bem te apeteceu. Não tens noção a raiva, o desespero de deitar tudo cá para fora que fica dentro de nós. Não tens a perfeita noção simplesmente. Mas isso de "quereres" e "não quereres" para mim já não "cola", como se costuma a dizer. Agora tens de fazer isso a outra, pode ser que ela seja burra como eu fui durante este tempo e que te dê trela, tão ou maior daquela que eu te dei, ao pensar que aquelas falinhas mansas que me dizias a toda a hora era do coração e não do intestino grosso. Que triste, que triste que tu és. Mas tu não tens noção disso, não é? É normal, os anormais nunca têm noção do quanto magoam e o quanto são injustos com as pessoas que realmente estão apaixonadas. Paixão, do que eu fui falar... Alguma vez sentis-te isso? Já nem pergunto se foi por mim, mas sim, durante a tua vida. Que parece que apesar de já com alguns anos, parece que as atitudes dizem completamente o oposto. Se tivesses sentido percebias o outro lado, sem ser o teu, que sempre deste destaque e te esqueces-te que havia uma outra pessoa, que ao contrário de ti, falava contigo com a maior sinceridade do mundo. Aquela sinceridade que tu nunca me soubeste dar mas que pensava que fazia parte das primeiras palavras do teu vocabulário. Meu Deus, como uma pessoa pode ser tão bem enganada por outra.
Texto inventado por mim. A história não é sobre a minha vida.

« i can't explain! » ♥

Às vezes preferia que mudasses, e juro que não sou pessoa de julgar as pessoas, nem muito menos pedir que elas mudem. Mas sinto que te estás a desperdiçar, e isso é muito mau observar e pior, é muito mau sentir que isso está a acontecer contigo, que tanto valor tinhas na minha vida. Hoje a única coisa que gostava que partilhasses comigo, era o último momento. Um momento de despedida e de explicações. Um momento da verdade, onde a sinceridade estava em cima de tudo. Sabes, tenho uma vontade súbita de gritar contigo, sinto que tenho um grito bem encravado no meu pescoço a dizer "será que não entendes? não faço isto por não gostar de ti, apenas porque não aguento mais esta rotina miserável". Todas os momentos anteriores para mim hoje são lembranças, boas lembranças, grandes lembranças. As tuas imagens gravadas na minha vida. Essas ficaram sempre, por um motivo ou por outro, mas permanecerá sempre. Mas sabes uma coisa? Hoje sei que a culpa que tantas vezes julgava ser minha, sei que não a é, porque eu tentei de tudo, eu juro que tentei. Mas agora sou a primeira a desistir por não aguentar mais, por sentir que não vale a pena. Não vale o desespero nem a vontade súbita de te bater de tanto desespero que tenho dentro de mim. Não tens noção. Revejo uma cena de filme onde uma mulher chora em frente ao rapaz e onde se vê nos seus olhos todos as reviravoltas que sente. O serrar os dentes e dizer "não aguento mais, não aguento mais". Onde de seguida lhe empurrava várias vezes, no seu corpo duro onde quase não se mexe, mas que alivia toda a fúria do momento. Eu não pedia para voltar a trás, eu pedia para ter este momento contigo porque sinto demasiada raiva e esta raiva tem de sair de dentro de mim. E desta vez acho injusta só a sentir sozinha. Queria que visses nos meus olhos e entendesses de uma vez por todas que só não continuo porque não tenho forças. Queria que lesses nos meus lábios e ouvisses o meu coração quando eles te sussurrassem que tudo o que eu dizia não poderia ser mais sentido, verdadeiro. Sabes o que isso é? Sentimentos verdadeiros, palavras verdadeiras, olhares verdadeiros... Desta vez não pedirei desculpa, nem desta, nem nunca mais. Sei que a culpa não foi minha, daí não me sentir no direito de sofrer com esse peso na consciência. Mas como disse, por mais que queira, os nossos caminhos vão ser seguidos assim, separados, como se nunca tivessem estados ligados.
Mas mesmo com tudo o que escrevo, sabes o que eu continuo a dizer?
« I Can't Explain »

28.7.10

Nicholas Sparks em

(...) " Apesar de trazer flores, não faz ideia nenhuma de quem ela era pois não?
A pergunta foi feita com voz calma. Se a conhecesse, trazia tulipas. Seriam as flores desejaria ter aqui. Eram as suas favoritas. Amarelas, vermelhas, cor-de-rosa; gostava de todas. Plantava um canteiro de tulipas em cada Primavera. Sabia disso?
Não, pensou Brian, não sabia. Lá longe ouviu um comboio apitar.
- Sabia que Missy costumava preocupar-se com os pés de galinha à volta dos olhos? Que o seu pequeno almoço favorito eram tostas? Que sempre desejaria possuir um Mustang dos antigos, descapotável? Ou que, quando se ria, eu fazia um esforço enorme para não a agarrar? Sabia que ela foi a primeira mulher que amei? Milles parou, à espera que Brian olhasse para ela.
« De tudo isso restam-me as recordações. E nunca haverá mais nada a não ser as recordações. Você tirou-me tudo o restante e tirou-o também ao Jonah. Sabia que o Jonah tem pesadelos desde que a mãe morreu? Que durante os sonhos continua a gritar pela mãe? Que tenho de lhe pegar e ficar com ele durante horas até se acalmar? Sabe o que sinto nessas ocasiões? »
Fulminou Brian com o olhar fazendo-o ficar pregado ao chão. « Passei dois anos à procura do homem que arruinou a minha vida. A vida do Jonah. Perdi dois anos porque não conseguia pensar em mais nada
Olhou para o chão e abanou a cabeça.
« Queria encontrar a pessoa que a matou. Queria que essa pessoa soubesse tudo o que me tinha roubado naquela noite. E quis que o homem que matou Missy fosse punido pelo mal que fez. Não pode fazer ideia de como fui consumido por estes pensamentos. Parte de mim ainda quer mata-lo. Fazer à sua familia o mesmo que fez à minha. E, neste momento, estou a olhar para o homem que o fez. Esse homem e as flores erradas na sepultura da minha mulher.»
Brian sentiu um aperto na garganta.
- Você matou a minha mulher - continuo Milles.
- Nunca lhe perdoarei e nunca me vou esquecer. Quero que se recorde disso sempre que se olhar ao espelho, tirou-me a pessoa que eu mais amava no mundo, tirou-me a mãe do meu filho e tirou-me dois anos de vida." (...)

27.7.10

dois anos e nove meses

São dois anos e nove meses, melhor amiga da minha vida!


Às vezes ter poucos amigos, e bons, é melhor do que muitos mas sem valor, certo? Como eu concordo com isso. Não tenho pena de não ter muitos amigos (apenas ter vários conhecidos), porque sei que tenho muita sorte de te ter encontrado e te ter mantido na minha vida como até hoje o fiz. Sim, mantenho-te e vou manter para sempre. Porque tu marcas a diferença. Fazes-me acreditar no "para sempre" que nunca fiz questão em acreditar que existia. Só te tenho de agradecer por tudo, por tudo mesmo. És a minha menina, és das pessoas mais importantes na mina vida, junto com a minha irmã e a minha mãe, tu sabes e melhor... sentes!
Quero partilhar cada vez mais momentos lindos contigo, como cada vez que tenho quando estou contigo.
Amo-te melhor amiga.