4.8.10

"Onde reside o Amor", de Margarida Rebelo Pinto

"É claro que não aparece sob um golpe de magia; nenhuma varinha de condão o consegue materializar; ele vai-se fabricando aos nossos olhos, construindo dia após dia a imagem da pessoa que sonhámos ver ao nosso lado.

A pessoa certa não é a mais brilhante e eloquente, a que nos escreve as mais belas cartas de amor, a que nos jura a paixão mais avassaladora ou nos diz que nunca se sentiu assim. Nem a que vem viver connosco ao fim de três semana e planeia viagens idílicas a ilhas secretas perdidas no Pacífico.

A pessoa certa é aquela para quem nós também somos a pessoa certa. Tão simples quanto isto. Às vezes demasiado simples para as pessoas perceberem.

O que transforma um homem vulgar no nosso príncipe é ele querer ser o homem da nossa vida. E há alguns que ainda querem. (...)

O príncipe encantado é o homem que nos tapa os ombros com o lençol a meio da noite quando temos frio e se levanta às três da manhã para nos fazer um chã de limão quando ficamos doentes.É aquela pessoa que tem sempre tempo para os nossos problemas. Não é o que diz «amo-te» 20 vezes ao dia, mas o que sente que nos quer amar ao longo dos próximos 20 anos. É alguém que olha todos os dias para nós, mas que também olha por nós todos os dias. (...) É um príncipe que governa um reino, porque sabe dar e partilhar, porque ajuda, apoia e nos faz sentir que somos mesmo importantes. (...)

É só preciso deixá-lo ficar um dia atrás do outro...e se for mesmo ele, fica. De pedra e cal, para a vida, dê por onde der, aconteça o que acontecer."

3.8.10

Diferença

Dizem que é esta a diferença entre o homem e a mulher.
é mesmo?

30.7.10

Descansa em Paz António Feio. 1954 - 2010

Para mim é impossível ficar indiferente ao que aconteceu com o António. Infelizmente faleceu devido a um cancro no pâncreas, tal e qual como a minha avó. Sei bem o que é viver com a presença desta dolorosa doença e acreditar, sempre, num amanhã melhor. Infelizmente as coisas acontecem e as pessoas não são de ferro. Por mais que este homem, e tantos seres humanos que padeceram/padecem desta doença, tenham/têm direito a viver, o corpo não aguenta. Felizmente para ele, não se foi tão a baixo como a minha avó. Apesar de ter o "mesmo" sorriso e a mesma vontade de viver que a minha avó tinha. É triste quando o corpo não consegue suportar os males, por mais que uma pessoa queira sobreviver. António foi sem dúvida um exemplo de homem. Um ser humano a seguir. Uma força de (sobre)viver inigualável. Por mais que a despedida doa, tem de ser feita. E eu quero, como todos os teus admiradores, familiares e amigos, que descanses em paz e que vás para um lugar melhor do que este, porque mereces. Guardarei sempre o teu sorriso, mesmo quando tudo parecia terminar no dia a seguir. A vontade de viver, e de fazer as coisas que nunca tiveste oportunidade de fazer. Aproveitas-te para fazer tudo o que sentias que querias fazer. Quando o apresentador Daniel Oliveira te perguntou: - o que te falta fazer? - tu, sem demoras, disseste - lanchar, porque estou cheio de fome. Eu como todos os ouvintes, esperaríamos outra coisa. Mas não, a tua simplicidade desde até ao teu último minuto, falava mais alto. Afinal não era esta doença que te ia abalar e deixares de lutar. Como disseste e muitíssimo bem:

«Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros. Apreciem cada momento, agradeçam e não deixem nada por dizer, nada por fazer. »

E tu és sem dúvida, um ser humano que encaixa perfeitamente nesta frase. És/eras um grande homem.

DESCANSA EM PAZ, que bem mereces.

29.7.10

Tempos de enganos!

Por mais que tente evitar a raiva está cravada ao longo do meu corpo. A sensação de ter sido gozada a toda a hora dá cabo de mim. E por mais que tente meter na cabeça que houve momentos em que foi sincero, não acredito, por mais que queira não consigo encaixar na minha cabeça que havia momentos em que falavas com o coração. Uma pessoa quando respeita uma outra pessoa, não faz o que tu fizeste. Simplesmente usas-te e deitas-te-me fora quando bem te apeteceu. Não tens noção a raiva, o desespero de deitar tudo cá para fora que fica dentro de nós. Não tens a perfeita noção simplesmente. Mas isso de "quereres" e "não quereres" para mim já não "cola", como se costuma a dizer. Agora tens de fazer isso a outra, pode ser que ela seja burra como eu fui durante este tempo e que te dê trela, tão ou maior daquela que eu te dei, ao pensar que aquelas falinhas mansas que me dizias a toda a hora era do coração e não do intestino grosso. Que triste, que triste que tu és. Mas tu não tens noção disso, não é? É normal, os anormais nunca têm noção do quanto magoam e o quanto são injustos com as pessoas que realmente estão apaixonadas. Paixão, do que eu fui falar... Alguma vez sentis-te isso? Já nem pergunto se foi por mim, mas sim, durante a tua vida. Que parece que apesar de já com alguns anos, parece que as atitudes dizem completamente o oposto. Se tivesses sentido percebias o outro lado, sem ser o teu, que sempre deste destaque e te esqueces-te que havia uma outra pessoa, que ao contrário de ti, falava contigo com a maior sinceridade do mundo. Aquela sinceridade que tu nunca me soubeste dar mas que pensava que fazia parte das primeiras palavras do teu vocabulário. Meu Deus, como uma pessoa pode ser tão bem enganada por outra.
Texto inventado por mim. A história não é sobre a minha vida.

« i can't explain! » ♥

Às vezes preferia que mudasses, e juro que não sou pessoa de julgar as pessoas, nem muito menos pedir que elas mudem. Mas sinto que te estás a desperdiçar, e isso é muito mau observar e pior, é muito mau sentir que isso está a acontecer contigo, que tanto valor tinhas na minha vida. Hoje a única coisa que gostava que partilhasses comigo, era o último momento. Um momento de despedida e de explicações. Um momento da verdade, onde a sinceridade estava em cima de tudo. Sabes, tenho uma vontade súbita de gritar contigo, sinto que tenho um grito bem encravado no meu pescoço a dizer "será que não entendes? não faço isto por não gostar de ti, apenas porque não aguento mais esta rotina miserável". Todas os momentos anteriores para mim hoje são lembranças, boas lembranças, grandes lembranças. As tuas imagens gravadas na minha vida. Essas ficaram sempre, por um motivo ou por outro, mas permanecerá sempre. Mas sabes uma coisa? Hoje sei que a culpa que tantas vezes julgava ser minha, sei que não a é, porque eu tentei de tudo, eu juro que tentei. Mas agora sou a primeira a desistir por não aguentar mais, por sentir que não vale a pena. Não vale o desespero nem a vontade súbita de te bater de tanto desespero que tenho dentro de mim. Não tens noção. Revejo uma cena de filme onde uma mulher chora em frente ao rapaz e onde se vê nos seus olhos todos as reviravoltas que sente. O serrar os dentes e dizer "não aguento mais, não aguento mais". Onde de seguida lhe empurrava várias vezes, no seu corpo duro onde quase não se mexe, mas que alivia toda a fúria do momento. Eu não pedia para voltar a trás, eu pedia para ter este momento contigo porque sinto demasiada raiva e esta raiva tem de sair de dentro de mim. E desta vez acho injusta só a sentir sozinha. Queria que visses nos meus olhos e entendesses de uma vez por todas que só não continuo porque não tenho forças. Queria que lesses nos meus lábios e ouvisses o meu coração quando eles te sussurrassem que tudo o que eu dizia não poderia ser mais sentido, verdadeiro. Sabes o que isso é? Sentimentos verdadeiros, palavras verdadeiras, olhares verdadeiros... Desta vez não pedirei desculpa, nem desta, nem nunca mais. Sei que a culpa não foi minha, daí não me sentir no direito de sofrer com esse peso na consciência. Mas como disse, por mais que queira, os nossos caminhos vão ser seguidos assim, separados, como se nunca tivessem estados ligados.
Mas mesmo com tudo o que escrevo, sabes o que eu continuo a dizer?
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