7.8.10

Parabéns pai.

Apesar de toda a ausência, de todas as lágrimas, de todos os anos de esquecimento.
Apesar de todo o sofrimento que me causas-te, eu ainda hoje sonhei contigo. Sonhei que fui ao cemitério onde os meus avós estão, fui à campa e tinha lá também a tua fotografia com o teu nome em baixo. Que sonho estranho. Além do mais, não fazia ideia do que tinha acontecido e que tinhas partido. E apesar de tudo, fico feliz por ter sido apenas um sonho. O que pensei nunca sentir, senti neste sonho. Apesar de pensar que nunca iria sentir aquela grande perda, porque nunca me senti tua filha, no sonho, chorei tanto, tanto, tanto e acordei tão assustada como se fosse uma pessoa que fazia parte do meu dia-a-dia. Realmente isto dos laços de sangue, tem muito que falar. Apesar de tudo, acho que não me vejo sem ti. Como é possível se não te vejo vai fazer 4/5 anos?
Não há explicação mesmo.
Parabéns mais uma vez, mais um ano que completas. Apesar de tu pensares que tinha feito 15 anos, quando fiz 16, eu sei que fazes 45 anos.
De qualquer maneira agradeço-te por me teres ajudado a nascer, sem ti não existia. Essa é a única certeza que tenho, sinceramente.
Até um dia.
[foto não é nossa.]

6.8.10

"O Sorriso das Estrelas", Nicholas Sparks.

«Quando durmo, sonho contigo e, quando acordo, desejo ter-te nos meus braços. O tempo que vivemos separados mais não fará do que convencer-me ainda mais, se tal for possível, de que quero passar as noites que me restam ao teu lado e os meus dias contigo no coração (...) Quando estou a escrever-te, sinto o teu hálito, e imagino que sentes o meu quando lês o que escrevo. Também se passa o mesmo contigo? Estas cartas são agora parte de nós, parte das nossas história, uma recordação eterna do que fizemos com a nossa vida. Agradeço-te por me teres ajudado a sobreviver este ano mas, ainda mais importante, agradeço-te, antecipadamente, por todos os anos futuros. (...) Pensar em ti é, quantas vezes, a única coisa que me dá vontade de continuar

4.8.10

"Onde reside o Amor", de Margarida Rebelo Pinto

"É claro que não aparece sob um golpe de magia; nenhuma varinha de condão o consegue materializar; ele vai-se fabricando aos nossos olhos, construindo dia após dia a imagem da pessoa que sonhámos ver ao nosso lado.

A pessoa certa não é a mais brilhante e eloquente, a que nos escreve as mais belas cartas de amor, a que nos jura a paixão mais avassaladora ou nos diz que nunca se sentiu assim. Nem a que vem viver connosco ao fim de três semana e planeia viagens idílicas a ilhas secretas perdidas no Pacífico.

A pessoa certa é aquela para quem nós também somos a pessoa certa. Tão simples quanto isto. Às vezes demasiado simples para as pessoas perceberem.

O que transforma um homem vulgar no nosso príncipe é ele querer ser o homem da nossa vida. E há alguns que ainda querem. (...)

O príncipe encantado é o homem que nos tapa os ombros com o lençol a meio da noite quando temos frio e se levanta às três da manhã para nos fazer um chã de limão quando ficamos doentes.É aquela pessoa que tem sempre tempo para os nossos problemas. Não é o que diz «amo-te» 20 vezes ao dia, mas o que sente que nos quer amar ao longo dos próximos 20 anos. É alguém que olha todos os dias para nós, mas que também olha por nós todos os dias. (...) É um príncipe que governa um reino, porque sabe dar e partilhar, porque ajuda, apoia e nos faz sentir que somos mesmo importantes. (...)

É só preciso deixá-lo ficar um dia atrás do outro...e se for mesmo ele, fica. De pedra e cal, para a vida, dê por onde der, aconteça o que acontecer."

3.8.10

Diferença

Dizem que é esta a diferença entre o homem e a mulher.
é mesmo?

30.7.10

Descansa em Paz António Feio. 1954 - 2010

Para mim é impossível ficar indiferente ao que aconteceu com o António. Infelizmente faleceu devido a um cancro no pâncreas, tal e qual como a minha avó. Sei bem o que é viver com a presença desta dolorosa doença e acreditar, sempre, num amanhã melhor. Infelizmente as coisas acontecem e as pessoas não são de ferro. Por mais que este homem, e tantos seres humanos que padeceram/padecem desta doença, tenham/têm direito a viver, o corpo não aguenta. Felizmente para ele, não se foi tão a baixo como a minha avó. Apesar de ter o "mesmo" sorriso e a mesma vontade de viver que a minha avó tinha. É triste quando o corpo não consegue suportar os males, por mais que uma pessoa queira sobreviver. António foi sem dúvida um exemplo de homem. Um ser humano a seguir. Uma força de (sobre)viver inigualável. Por mais que a despedida doa, tem de ser feita. E eu quero, como todos os teus admiradores, familiares e amigos, que descanses em paz e que vás para um lugar melhor do que este, porque mereces. Guardarei sempre o teu sorriso, mesmo quando tudo parecia terminar no dia a seguir. A vontade de viver, e de fazer as coisas que nunca tiveste oportunidade de fazer. Aproveitas-te para fazer tudo o que sentias que querias fazer. Quando o apresentador Daniel Oliveira te perguntou: - o que te falta fazer? - tu, sem demoras, disseste - lanchar, porque estou cheio de fome. Eu como todos os ouvintes, esperaríamos outra coisa. Mas não, a tua simplicidade desde até ao teu último minuto, falava mais alto. Afinal não era esta doença que te ia abalar e deixares de lutar. Como disseste e muitíssimo bem:

«Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros. Apreciem cada momento, agradeçam e não deixem nada por dizer, nada por fazer. »

E tu és sem dúvida, um ser humano que encaixa perfeitamente nesta frase. És/eras um grande homem.

DESCANSA EM PAZ, que bem mereces.