27.10.10

3 years, best friend!

Sinto sempre que falta tanto por dizer. Um dia gostava de fazer o impossível.
Gostava de um dia fazer contigo, tudo o que ainda não consegui com nenhuma amizade. Queria mostrar que a eternidade, o sentimento verdadeiro, realmente existe e que nós somos um grande exemplo disso. Nestes três anos, sorri, aprendi, vivi. Tudo por ti, para ti, por nós.
Lembras-te o nosso primeiro diálogo? Lembro-me que pensava assim "conheço esta rapariga da escola, é estranho falar com ela por computador e na escola nunca termos falado". Mas ao mesmo tempo, senti confiança. Desde o primeiro minuto em que falamos, no que a conversa desenrolou naturalmente. Talvez o destino quisesse unir duas pessoas capazes de se unir e nunca mais se largar. Eu precisava disso na minha vida, tu também.
Recordo-me na primeira vez que te vi na escola depois daquela conversa. Lembro-me do local e lembro-me que tinhas uns brincos fininhos e grandes e sorriste para mim.
Lembro-me também na escola de Canedo, quando fazias beicinho e pegavas em mim e andavas comigo à roda e depois segurava-mos uma à outra para não cair. Lembro também de um dia tu a chorar, e eu a querer faltar a uma aula por tua causa de quanta preocupação tinha. Recordo-me também de um dia não conseguir chorar no teu colo e mal saí da tua beira comecei. Agarrei-me a uma pessoa e comecei a chorar tanto como nunca tinha chorado, tudo para não te preocupar, mas tu sabias, tinha de haver alguma razão para não te conseguir nem olhar olhos nos olhos. Recordo-me que ao principio detestava falar ao telemóvel e uma noite, numa conferência, tornou-se o vício. Onde chamadas e mais chamadas foram feitas. Onde desabafos, choros, cantorias, sorrisos, segredos, cusquices, tudo... era motivo de conversa. Foi aí onde comecei cada vez mais a sentir que esta amizade tinha razão de ser.
Tu fazias com que fosse outra pessoas. Uma pessoa completamente frontal, completamente "sem nada por dizer/fazer". Foste a única, ÚNICA, que me disse frontalmente também quando estava a ter atitudes más. Simplesmente me ajudas-te a mudar e não te acobardavas a falar nas costas e a ouvir a tua razão na boca dos outros.
É por isso, por todas as horas que estive contigo, por tudo o que passamos juntas durante estes 3 anos que me faz orgulhar cada vez mais de ti. Um dia pedi-te para nunca me deixares, e mesmo eu dizendo que o "para sempre" não existir, fizeste-me acreditar que sim. Em ti, e digo que és a única pessoa que acredito, é para sempre.
Foste muitas vezes a minha única certeza no meio de tanta porcaria junta, no meio de tanta falsidade e hipocrisia. No meio de tanta escuridão, tu estavas sempre lá. Tu sabias quando não estava bem, pela voz, pelas primeiras mensagens, pelo olhar, pela forma de falar, tu sentias/sentes tudo. Conheces-me tão bem, que às vezes penso como é possível. Sei que às outras pessoas consigo disfarçar, mas a ti não, por mais que tente, por mais que queira. Gostaria de nunca te fazer sofrer, de nunca ficar longe de ti, de nunca fazer coisas de que não te orgulhas, mas sei que sou humana e isso faz parte. Então prometo-te aqui, por tudo o que vivemos, por tudo o que somos, que esteja onde eu estiver, TU VAIS ESTAR SEMPRE COMIGO!


AMO-TE MELHOR AMIGA!

26.10.10

... tu sabes que tens alguém contigo;

« Passei três anos da minha vida a tentar passar-te a mensagem que a dor é passado e que ela acaba quando já não podemos esmagar mais o nosso coração. Quantas vezes me perguntei se tu alguma vez voltarias a olhar o céu e dizer “obrigado, por tudo”. Não e não porque afastas o mundo de ti e aproximas um inferno que um dia terá o seu fim no precipício que fará de ti o resto do que foste.
Um dia eu quero fazer com que chores de alegria, que digas não á futilidade e que uma vez na vida aprendas a olhar só para ti, na expectativa de te encontrares na multidão das mensagens enviadas, na tentativa de acabar com um tabuleiro que todos jogamos fora com o passar dos anos. Também tu terás rugas, a tua voz vai ficar rouca e coração não vai bater da mesma forma... Um dia, todos vamos pegar numa cadeira de plastico e vamo-nos sentar á porta de casa a pensar num passado que nunca mais vamos alterar. E onde estás tu, com vinte e poucos anos, sem saber para que lado virar, sem esperar pelo tal anjo ou pelo menos lutar por ele. Às vezes queria dizer-te que não estás morto, não estás sozinho e a vida é uma constante... Mas tu não aprendeste, limitaste a tocar no cabelo de uma ou outra sem juntara as peças que cairam no chão. Talvez voltes a olhar o mar como daquela vez, talvez voltes a amar os outros como te amas a ti... Talvez voltes a chorar como todos choram e toques aquela música que tu adoras. Um dia deixas de puxar os cobertores só para ti e passas a jurar o possivel como a certeza de que chove no inverno. Sei que nunca sofri tanto como tu onde outras tantas pessoas mas sei que não queria passar por isso. Sei que ninguém te vai dar o que deste. Sei que tu tens de rezar a Deus, tens que te redimir todos os dias pelos erros tal como eu.
Quando a manhã for fria e te sair aquele fumo pela boca, tu sabes que tens alguém contigo, tens algo que és tu mesmo numa essencia que guardaste no fundo de uma caixa. Eu esperei o quanto tinha de esperar e o meu coração ainda te alcança, devagar como se estivesse por um fio mas acredito que um dia esse caminho é definido e tu não tens que sentir essa vontade de rebeldia que no fundo não é mais do que o teu ponto fraco. »

25.10.10

O silêncio exagerado gera muito barulho.


« Decidi subtrair-te do meu pensamento. Sim, é verdade. Decidi subtrair-te do meu pensamento. No princípio nunca pensei que isto pudesse acontecer. Não calculava, digo eu. Era como se pensássemos que algum dia a luz das trevas pudesse iluminar o sol. Sempre percebi que era impossível. Mas agora ... Parece que estou confusa. O silêncio exagerado gera muito barulho. Sim, é isso. »

24.10.10

Conheci alguém que segurou na minha mão e me ajudou a construir tudo o que somos agora.


« Existem muitas bases para uma relação. Pilares que não podem deixar de existir, pontes que têm que ser construídas. Criar um laço com alguém é como unir as ínfimas linhas de um tecido e esperar que todo o cuidado depositado nelas, todo o carinho e esforço e dedicação sejam suficientes para as manter longe do gasto dos anos.
Em cada discussão resolvida, perde-se uma linha e acrescentam-se duas ou três, e é por isso que temos a constante sensação de que crescemos não só como Eu e Tu, mas como Nós. Em cada promessa feita, as linhas prendem-se, mais fortes, mais pesadas, mais verdadeiras, e estamos a um passo mais longe de Nos perdermos. Em cada momento, em cada olhar, em cada sorriso, o laço cresce. As bases alargam-se, os pilares multiplicam-se e as pontes formam novos caminhos. Os laços permitem-nos acreditar que vamos durar, mesmo nos dias em que as palavras e os sentimentos parecem errados. Mas a verdade é que existem relações em que os laços se quebram. As bases são destruídas, e as linhas desfazem-se umas atrás das outras, quase como se desfizessem também o nosso coração. Permanecem connosco os pedaços perdidos de cada laço, mas as pessoas não. Durante a minha curta vida, já perdi pessoas. Já estraguei laços e já deixei que laços se estragassem. Fazer com que algo dure o tempo suficiente para que se torne eterno, é quase impossível: requer força, vontade, determinação, esforço, empenho, dedicação e, acima de tudo, Amor. Mas tenho a sorte de dizer que descobri alguém com quem quis ser e ter tudo isso. Conheci alguém que segurou na minha mão e me ajudou a construir tudo o que somos agora. E se, um dia, o nosso laço se rasgasse, eu colocaria tudo de mim em unir novamente as pequenas linhas que Nos fizeram. »

8.10.10

Tudo muda, paciência.

Ao longo do tempo as coisas mudam tanto. Hoje estou sem coisas que no passado não me vivia sem elas, muito sinceramente. E hoje, que não as tenho, relembro-me como é que estou a viver. Afinal, tudo se supera.
Todas as marcas, as feridas passam com o tempo. Só ficam as memórias, memórias essas que ficaram para sempre na história da nossa vida.
Ganhar e perder coisas é o lema da vida. Não podemos pensar que se perdemos uma, nada mais fará sentido. Porque a vida continua. Hoje as pessoas que confio são raríssimas, mas sinto que essas fazem-me tão feliz. E eu agradeço-lhes por isso, e por muito mais. Porque eu não quero, nem voltarei a baixar os braços por coisas que não valem realmente a pena.
As coisas mudam, eu mudei. Há pessoas que me amam assim, outras que me detestam. Mas infelizmente para quem não gosta, não mudarei. Sou assim, não sou assado nem serei.
É certo que não sou cem por cento feliz, ninguém o é. Mas estou muito feliz assim. Não mudaria nada, nada. É certo que há momentos que tenho vontade, que esta força se esgota. Mas nesse preciso momento faço barreiras e ergo a cabeça. Não quero voltar ao passado. Não quero, não quero. Até porque o presente é sempre muiiito melhor!