
Mesmo com o passar do tempo, as dúvidas permanecem. A maneira como brincas-te comigo destrói-me, rói-me por dentro. Penso como foste capaz de fazer o que fizeste. Onde estava a sinceridade de todas as tuas palavras? Onde estás tu agora? No fim de todas as tentativas de uma final feliz, tudo acabou sem uma única explicação. Sais-te da minha vida e pronto, nada mais soube de ti.
É difícil, dói de pensar nas noites em que chorava, perdida, com a esperança que me amasses como eu te amava. Fazia de tudo para interiorizar que o sentimento era reciproco e que não era um sonho, mas sim, a nossa bonita e real realidade. Enganei-me. Tudo mudou no momento em que senti que era a última vez a ver-te. Senti um adeus a pairar no ar. Senti o abraço, o beijo e a forma de despedir diferentes. Por um lado, parecias que me querias agarrar, e não me deixares. Por outro lado, senti-me como um objecto a ser usado e deitado fora quando já está fora de validade.
Até que ponto as tuas juras de amor, as tuas palavras de um futuro onde tristezas não apareciam, eram sinceras? Onde está essa certeza do para sempre que acabou pelos vistos muito cedo? Até que ponto dizias a verdade, até que ponto foste capaz de me garantir coisas que eras incapaz de realizar?! Porque me prometes-te coisas que sabias que não passava de meras promessas? Preferia que tivesses sido sincero desde o princípio. Se assim tivesse acontecido, não me sentiria a perdida, a "menina que acredita em tudo no que lhe dizem".
A ironia da vida dá que pensar. Num momento tudo parece um mar de rosas, enquanto que na manhã seguinte, tudo é mais escuro, tudo se torna turvo, frágil e medonho. O brilho, a alegria do dia anterior desaparece como se fizesse só parte de um sonho e que agora acordaríamos para uma realidade. Mas também... Costuma-se a dizer que tudo o que é bom acaba rápido. Será que desde o princípio esse destino já estava traçado?
[ Apenas imaginação do momento. ]


