29.10.10

Não brincas mais.


Mesmo com o passar do tempo, as dúvidas permanecem. A maneira como brincas-te comigo destrói-me, rói-me por dentro. Penso como foste capaz de fazer o que fizeste. Onde estava a sinceridade de todas as tuas palavras? Onde estás tu agora? No fim de todas as tentativas de uma final feliz, tudo acabou sem uma única explicação. Sais-te da minha vida e pronto, nada mais soube de ti.
É difícil, dói de pensar nas noites em que chorava, perdida, com a esperança que me amasses como eu te amava. Fazia de tudo para interiorizar que o sentimento era reciproco e que não era um sonho, mas sim, a nossa bonita e real realidade. Enganei-me. Tudo mudou no momento em que senti que era a última vez a ver-te. Senti um adeus a pairar no ar. Senti o abraço, o beijo e a forma de despedir diferentes. Por um lado, parecias que me querias agarrar, e não me deixares. Por outro lado, senti-me como um objecto a ser usado e deitado fora quando já está fora de validade.
Até que ponto as tuas juras de amor, as tuas palavras de um futuro onde tristezas não apareciam, eram sinceras? Onde está essa certeza do para sempre que acabou pelos vistos muito cedo? Até que ponto dizias a verdade, até que ponto foste capaz de me garantir coisas que eras incapaz de realizar?! Porque me prometes-te coisas que sabias que não passava de meras promessas? Preferia que tivesses sido sincero desde o princípio. Se assim tivesse acontecido, não me sentiria a perdida, a "menina que acredita em tudo no que lhe dizem".
A ironia da vida dá que pensar. Num momento tudo parece um mar de rosas, enquanto que na manhã seguinte, tudo é mais escuro, tudo se torna turvo, frágil e medonho. O brilho, a alegria do dia anterior desaparece como se fizesse só parte de um sonho e que agora acordaríamos para uma realidade. Mas também... Costuma-se a dizer que tudo o que é bom acaba rápido. Será que desde o princípio esse destino já estava traçado?
[ Apenas imaginação do momento. ]

É a realidade.















"Durante todo este tempo, que não é quase nenhum, eu fiquei a saber que enfrentas a natureza com a tua propria natureza e que no fundo é o único lugar onde te sentes vivo."

Talvez o que ele aparente não seja completamente a realidade. Todos sofremos, todos temos mágoas não saradas, feridas não curadas, conversas não terminadas ou até mesmo começadas. Todos temos algo por fazer, algo por dizer... Não vamos dizer que fizemos sempre tudo direito, e que o perfeccionismo fez sempre parte da nossa vida. Temos de cair na realidade, por mais dura que seja por vezes. Também... o que ganhamos em dizer "está sempre tudo bem comigo" quando sabemos perfeitamente que temos sentimentos, tal como toda a gente?
Acabamos todos por sermos crescidinhos. Já era altura de não nos armarmos em durões, quando no final, acabamos a chorar no quarto para que ninguém nos veja assim. Não somos, nem nunca seremos menos fortes em demonstrar-mos que somos humanos e nem tudo nos passa ao lado da melhor maneira!

27.10.10

Escuta a minha voz, ela é o meu disfarce.


« Escuta a minha voz, ela é o meu disfarce.
Há quanto tempo já não me ouves? Há quanto tempo eu não te sinto seguro? Somos tão fracos, tão fracos. O orgulho acaba connosco. E olha, quando quisermos mesmo já não vamos ter mais silêncio. Esgotou-se. Evaporou-se no coração e no pensamento. Em mim, acredita que isso acontece. Há uma força que cresce dentro de mim e me guia para ti. Mas eu não quero. Quero que sejas tu. Tens que ser tu a dar o primeiro passo. Liberta-te. Eu só te quero a ti. Desta vez não quero que ela venha contigo. Não suporto. »

3 years, best friend!

Sinto sempre que falta tanto por dizer. Um dia gostava de fazer o impossível.
Gostava de um dia fazer contigo, tudo o que ainda não consegui com nenhuma amizade. Queria mostrar que a eternidade, o sentimento verdadeiro, realmente existe e que nós somos um grande exemplo disso. Nestes três anos, sorri, aprendi, vivi. Tudo por ti, para ti, por nós.
Lembras-te o nosso primeiro diálogo? Lembro-me que pensava assim "conheço esta rapariga da escola, é estranho falar com ela por computador e na escola nunca termos falado". Mas ao mesmo tempo, senti confiança. Desde o primeiro minuto em que falamos, no que a conversa desenrolou naturalmente. Talvez o destino quisesse unir duas pessoas capazes de se unir e nunca mais se largar. Eu precisava disso na minha vida, tu também.
Recordo-me na primeira vez que te vi na escola depois daquela conversa. Lembro-me do local e lembro-me que tinhas uns brincos fininhos e grandes e sorriste para mim.
Lembro-me também na escola de Canedo, quando fazias beicinho e pegavas em mim e andavas comigo à roda e depois segurava-mos uma à outra para não cair. Lembro também de um dia tu a chorar, e eu a querer faltar a uma aula por tua causa de quanta preocupação tinha. Recordo-me também de um dia não conseguir chorar no teu colo e mal saí da tua beira comecei. Agarrei-me a uma pessoa e comecei a chorar tanto como nunca tinha chorado, tudo para não te preocupar, mas tu sabias, tinha de haver alguma razão para não te conseguir nem olhar olhos nos olhos. Recordo-me que ao principio detestava falar ao telemóvel e uma noite, numa conferência, tornou-se o vício. Onde chamadas e mais chamadas foram feitas. Onde desabafos, choros, cantorias, sorrisos, segredos, cusquices, tudo... era motivo de conversa. Foi aí onde comecei cada vez mais a sentir que esta amizade tinha razão de ser.
Tu fazias com que fosse outra pessoas. Uma pessoa completamente frontal, completamente "sem nada por dizer/fazer". Foste a única, ÚNICA, que me disse frontalmente também quando estava a ter atitudes más. Simplesmente me ajudas-te a mudar e não te acobardavas a falar nas costas e a ouvir a tua razão na boca dos outros.
É por isso, por todas as horas que estive contigo, por tudo o que passamos juntas durante estes 3 anos que me faz orgulhar cada vez mais de ti. Um dia pedi-te para nunca me deixares, e mesmo eu dizendo que o "para sempre" não existir, fizeste-me acreditar que sim. Em ti, e digo que és a única pessoa que acredito, é para sempre.
Foste muitas vezes a minha única certeza no meio de tanta porcaria junta, no meio de tanta falsidade e hipocrisia. No meio de tanta escuridão, tu estavas sempre lá. Tu sabias quando não estava bem, pela voz, pelas primeiras mensagens, pelo olhar, pela forma de falar, tu sentias/sentes tudo. Conheces-me tão bem, que às vezes penso como é possível. Sei que às outras pessoas consigo disfarçar, mas a ti não, por mais que tente, por mais que queira. Gostaria de nunca te fazer sofrer, de nunca ficar longe de ti, de nunca fazer coisas de que não te orgulhas, mas sei que sou humana e isso faz parte. Então prometo-te aqui, por tudo o que vivemos, por tudo o que somos, que esteja onde eu estiver, TU VAIS ESTAR SEMPRE COMIGO!


AMO-TE MELHOR AMIGA!

26.10.10

... tu sabes que tens alguém contigo;

« Passei três anos da minha vida a tentar passar-te a mensagem que a dor é passado e que ela acaba quando já não podemos esmagar mais o nosso coração. Quantas vezes me perguntei se tu alguma vez voltarias a olhar o céu e dizer “obrigado, por tudo”. Não e não porque afastas o mundo de ti e aproximas um inferno que um dia terá o seu fim no precipício que fará de ti o resto do que foste.
Um dia eu quero fazer com que chores de alegria, que digas não á futilidade e que uma vez na vida aprendas a olhar só para ti, na expectativa de te encontrares na multidão das mensagens enviadas, na tentativa de acabar com um tabuleiro que todos jogamos fora com o passar dos anos. Também tu terás rugas, a tua voz vai ficar rouca e coração não vai bater da mesma forma... Um dia, todos vamos pegar numa cadeira de plastico e vamo-nos sentar á porta de casa a pensar num passado que nunca mais vamos alterar. E onde estás tu, com vinte e poucos anos, sem saber para que lado virar, sem esperar pelo tal anjo ou pelo menos lutar por ele. Às vezes queria dizer-te que não estás morto, não estás sozinho e a vida é uma constante... Mas tu não aprendeste, limitaste a tocar no cabelo de uma ou outra sem juntara as peças que cairam no chão. Talvez voltes a olhar o mar como daquela vez, talvez voltes a amar os outros como te amas a ti... Talvez voltes a chorar como todos choram e toques aquela música que tu adoras. Um dia deixas de puxar os cobertores só para ti e passas a jurar o possivel como a certeza de que chove no inverno. Sei que nunca sofri tanto como tu onde outras tantas pessoas mas sei que não queria passar por isso. Sei que ninguém te vai dar o que deste. Sei que tu tens de rezar a Deus, tens que te redimir todos os dias pelos erros tal como eu.
Quando a manhã for fria e te sair aquele fumo pela boca, tu sabes que tens alguém contigo, tens algo que és tu mesmo numa essencia que guardaste no fundo de uma caixa. Eu esperei o quanto tinha de esperar e o meu coração ainda te alcança, devagar como se estivesse por um fio mas acredito que um dia esse caminho é definido e tu não tens que sentir essa vontade de rebeldia que no fundo não é mais do que o teu ponto fraco. »