4.11.10

E se o problema não for (só) meu?

« Tu também mentes e falhas, tu também trais e foges, tu também não és perfeito(a). »

Antes via em mim a pessoa que fazia com que as coisas acontecessem sempre ao contrário. Mas um dia, pensei... E se o problema não for (só) meu? Talvez não seja eu a culpada de tudo do que acontece de mau.
Às vezes é muito fácil criticar, rebaixar as pessoas e dizer "eu é que estou certa", admitir que nós é que erramos é que tudo se complica. Quando sentimos na pele que nem tudo o que fazemos está bem, que também erramos, que não é só as outras pessoas a cometerem erros... Começamos a pensar que não lhes devemos de meter "etiquetas".
(Por isso não faças de mim a má pessoa, a que erra sempre. A que faz tudo errado e que nunca pensa além de si próprio. Porque eu não sou assim. Mas sinceramente, já nem me aflige o que pensas ou deixas de pensar. A partir do momento em que vi que não eras uma pessoa que eu podia confiar, como eu pensava, deixei de me preocupar se achavas ou não bem. Não gosto de fazer figura de ignorante. Até porque não sou, e espero nunca ser).

1.11.10

Não pedirei para voltares.

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« Se voltassemos atrás no tempo, neste momento eu estava a pedir-te que não fechasses a porta. Ía dar-te a mesma desculpa de sempre "quero ouvir isso mais uma vez". Tu ías lutar e argumentar e eu ía fingir que estava tudo bem. Ía pedir desculpa mesmo que a culpa tivesse sido tua. Nada ficou melhor por eu ter tentado, nada mudou por eu ter eliminado o orgulho. E agora, o que resta? A minha raiva cresceu e eu desisti de ti e de um nós impossível. Agora eu já te deixei ir, já te dei toda a liberdade do mundo; já deixei de olhar para ti e já parei de entrar nos mesmos sitios do que tu. E se um dia eu perguntar a mim mesma quem é que teve a culpa, eu vou saber que foste tu. Quem me dera que ainda sonhasses e que ainda fosses a mesma pessoa... Quem me dera que deixasses de ser esse menino mimado que acha ter tudo nas suas mãos. No fundo tu sabes, que eu nunca fui assim... E não vou ser.
Mais vale ter alma do que ter tudo menos isso. »

Como antes, lembras-te?


Sabes, tenho saudades de quando me sussurravas ao ouvido o quanto era importante para ti. Do teu olhar penetrante em mim, da tua preocupação com o meu bem estar constante. Sinto falta de ti, de como eras, de quem eras para mim. Daquelas palavras que faziam todo o sentido. Tudo se torna tão complexo quando olhamos para trás. As coisas mudam tanto, como é possível? Por mais que tentámos, as coisas parecem que ficam sempre no mesmo sítio. Basta, anda ter comigo, faz-me feliz de novo. Faz com que esta raiva que me engana por dentro, que me prende o choro, que me sufoca, saia de mim. Só tu podes fazer.
Será que és o único que não sentes que peço socorro cada vez que olha para ti e não digo nada? Só quero que me entendas como antes. Não eras tu que me conhecias tão bem? Eu sinto tanta falta. Cada vez que penso em não te ter, sinto um arrepio, o meu corpo gela e a minha voz e força ficam fracas. Sabes, tudo é tão diferente sem ti.
A partir de o momento em que me deparei sem o teu corpo ao meu lado todos os dias como antes, tive de começar a aprender a viver de novo. Porque antes tudo parecia que se fazia sem eu própria dar conta. Tudo se mostrava feito com o desenrolar do dia. Agora? Nem me perguntes, é tudo tão... Estranho!
Será pedir muito?! Bem, eu não guardo qualquer recentimento, estou aqui para ti. Volta! Eu sei que queres, eu sei. Ou melhor, eu quero que queiras, por mais que não estejas nem aí preocupado nos meus sentimentos, muito menos comigo.
Só quero que saibas, quando amo, amo. E quando amo, sinto saudades. E quando sinto saudades, sofro. Quando sofro, quero felicidade. E quando quero felicidade, penso que só consigo contigo, comigo. Como antes.
[ Imaginação do momento. ]

31.10.10

Para mim também é fácil agora, mas no ínico foi difícil de perceber.

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« Nunca mais irá voltar o que nos unia. Vamos ter sempre forças de repulsão a actuar sobre nós. Já nem digo sobre o nosso amor, porque isso, não existe. E sabes? Mais irónico do que não existir o maior amor, é saber que não me tens porque não queres. Vives sempre nesse mundinho de desculpas esfarrapadas e só te lembras de mim a horas inoportunas ou quando estás carente. Até é bom saber que pelos menos, para isso sirvo. Ainda te lembras de mim. Dizes tu, nessas alturas que eu te faço bem. Sei cuidar de ti é o que é. Sempre soube, só que tu impunhas e continuas a impôr horários para tal. Na tua vida tens horas para comer, dormir, para te levantar mas além disso tens horas para te lembrar de mim. E só não tens horas para te lembrares da outra porque essa mesmo mora mesmo pertinho de ti. Dás valor ao que te rodeia, mas ao que te ama e que está dentro de ti, nunca descobriste. Agora sim, soube que não gostas de enigmas. Que o que menos queres é desvendar o que te dou. Mas eu sei porquê. Já ando a calcular isso há muito. Sei que o teu medo é a entrega, e isso não o queres fazer comigo. Enquanto existirem duas no teu coração, vais usando a que está mais próxima de ti. Fácil para ti não? Para mim também é fácil agora, mas no ínico foi difícil de perceber. »
[ Não é da minha autoria! ]

30.10.10

A mural da tua história, nunca chega.

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« A tua entrega tem tempo limitado. E é tão mau quando acaba.
Os meus pés já não pisam o teu chão, as tuas palavras já não são soltadas para o meu coração. E és tu quem provoca isso. Sonhas durante um tempo comigo e passado uns míseros dias, acordas com a ideia que eu não vou ser o teu futuro. Sobrecarregas em ti demasiada cautela e não sabes controlar o teu medo. Não sei como o consegues não fazer, tenho-te sempre mostrado os meus limites, mas pelos vistos gostas de quebrar fronteiras.
Enquanto que para ti, o ontem e o hoje não têm distinção, para mim são fases. Permaneces todos os dias com uma ideia diferente e eu receio que esses ideias acabem. Receio que um dia não voltes a duvidar do bater do meu coração, do sentimento que acarreto no arrepio da minha pele, no vento que acompanha as borboletas da minha barriga. Receio que queiras viver alojado na gaiola da coruja negra. Não gosto dela, sabes? Está sempre a assombrar o nosso amor, consegue essa tua inconstante dúvida e conserva habitualmente o meu esperar. É uma pessoa rude, sofro muito com a presença e o som dela. Assombra-me todas as noites.
É com o decorrer do tempo, que eu te compreendo. O que se passa contigo é que não sabes escolher, simplesmente és desprovido desse dom. Tens medo de ficar sozinho, por isso vives em gaiola e respiras dois meios que pertencem a diferentes pessoas, das quais são cativadas por ti. Adormecem com a tua melodia, iludem-se com as tuas promessas ... Mas eu, eu não me restringi a isso. Desenhei-te uma pessoa melhor e isso faz-me estar presa a ti. É difícil soltar-me, diria impossível. Alimento-me com as chaves das correntes, para um dia mais tarde ter sempre um pouco do que nos unia, alimento-me do que nos pode separar; eu torno-me forte com as tuas recaídas. Sabes, eu aprendi que tu contas uma história e que a moral dessa nunca chega a aparecer. »