
A vida às vezes é injusta, ingrata para quem tem bom coração. Leva-nos a fazer coisas que mesmo que nos viéssemos a arrepender, já era tarde de mais. Tudo é tão triste, obscuro depois da morte. Tudo acaba da mesma maneira. Choros, gritos de desespero, arrepios, apertos no coração e o corpo frio e sem vida, deitado com as mãos na barriga dentro de um caixão. Um sítio tão "pequeno" para pessoas que às vezes se tornam tão "grandes" enquanto estão vivos. É triste acabar assim. É triste pensar até que ponto o sofrimento de uma pessoa pode chegar a tanto.
Sem razões aparentes, às vezes perdemos as pessoas. E é tão mau quando pensamos "é a ultima vez que te vejo, que te toco, que te beijo". Apesar de ser um corpo rigo, sem vida, sem pulsação, é o corpo que antes estávamos habituados a ver todos os dias a viver, a sorrir, a envolver-nos num carinho reconfortante.
Tenho vontade de chorar quando penso nas pessoas que amo e que já partiram. Imagino-as deitadas da mesma forma, com o mesmo aspecto. Com o corpo morto e a alma viva. Com a sensação que ela nos está a ver e a dizer "tem calma, estou melhor assim".
Quando vemos um corpo deitado, morto, e sem podermos fazer nada, dá vontade de abanar e tentar que o corpo volte a reagir. Esmagadora é a dor, a sensação da eterna saudade que nos está destinada. Querendo ou não, vai ser para a vida.
Do pouco que vi de ti e do que me disseram,
posso dizer que estou orgulhosa por me ter ido despedir de ti.
E embora o nosso último diálogo e talvez o único,
vai estar sempre como umas palavras de uma conversa simpática.
Hoje, posso dizer com todo o coração,
MAIS UMA VEZ TE DIGO, DESCANSA EM PAZ! Sérgio Viana.
(suspiro)



