31.12.10

para sempre.


Nem sempre as coisas existem apenas na nossa cabeça. Às vezes são bem reais e nós é que fechamos os olhos perante a realidade. Não vou dizer que não é o que sempre quis, mas também não é como queria que fosse. Tudo o que sempre desejamos não nos é dado tal e qual como sempre sonhamos. Existe sempre defeitos, desagrados e imperfeições. Temos é de fazer do pouco que nos é dado, o nosso próprio futuro. Começando sempre por reparar imperfeições e colocar tudo ao nosso gosto. Embora não seja simples de fazer, tudo nos parece mais perfeito quando é algo feito por nós e nos é garantido ser o nosso futuro, o nosso para sempre. E eu não nego, podias ser o meu para sempre.

28.12.10

Despair.

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O futuro que escolhi é bastante mais complexo do que alguma vez pude imaginar. Tem mais para além do óbvio. Tem aspectos que deveriam de ser inexistentes e no entanto estão na minha cabeça. Era tudo muito mais fácil se a única pessoa que saísse prejudicada fosse eu. Saberia que era apenas mais uma etapa de tantas complicadas que já tive. Mas não, estão envolvidas a(s) pessoa(s) mais importante(s) na minha vida. Isso dói-me mais do que saber o que tenho de fazer daqui para a frente. Gostaria que tudo fosse mais claro na minha cabeça e que não fosse tudo tão complicado como é.
Mais uma vez, tenho a sensação que a minha Vida, no meio de tantas conquistas e desilusões, a vou perder toda novamente. Parece que tudo me é tirado sem eu não conseguir dizer "fiquem comigo" porque sei que as pessoas têm de seguir um caminho, e dizer para ficar comigo, é um acto de cobardia, pois quem falhou fui eu.
Ontem apercebi-me de algumas coisas que ainda não estavam claras na minha cabeça. Soube que não fui forte por mim e por ti. Deveria de ter estado calada sem te fazer sofrer. Não mereces, nunca mereces-te. Mas a ansiedade que tinha comigo e a vontade de te ouvir para me acalmar foi mais forte do que qualquer vontade de não te ligar. E o esperado aconteceu, chorei/choramos como já não acontecia há bastante tempo. A ânsia de ir a correr ter contigo e ficar abraçada a ti para nos ajudarmos mutuamente despertava um desespero tal que a minha cabeça não parava de me doer. Parecia que ia rebentar. Tal como os meus olhos, sentia-os o dobro e tinha o corpo completamente congelado e a tremer.
Acho que nunca tive tanto medo de perder alguém como naquela altura. Acho que era capaz de fazer loucuras. De fazer o que antes, não teria coragem. Nunca duvidei do meu sentimento por ti mas depois desta noite, isso só foi comprovado cem por cento.
Só queria voltar atrás. Fazer tudo diferente e não estar a ouvir tu a chorar e a sentires que ia tudo ficar diferente. Entre juras e promessas eternas, choros e tentativas de sorrisos, passou-se perto de duas horas. Lembro-me da nossa ultima promessa da lágrima. E de me sentir que estava a entrar em coma de tanto desespero mas mesmo assim estar sempre a olhar para o telemóvel a ver se recebia algo teu depois de teres desligado. Mas nada. De manhã acho (nem sei se foi durante a noite sinceramente, estava desorientada por completo) olhei para o telemóvel como se fosse um acto de desespero, e foi mesmo. Mas não tinha recebido nada. E mais uma vez mandei-te mensagem. Como não respondes-te prai em dois minutos, liguei-te desesperadamente. Ouvi a tua voz triste a perguntar se tudo não passou de um sonho. E eu infelizmente dei-lhe a pior notícia possível: não foi um sonho!
Nunca te vou abandonar, porque és o meu maior orgulho, a minha maior conquista.
AMO-TE

27.12.10

Reflexos.

[sou eu na foto]
« Hoje acordei aquele sentimento que em tempos levaram... Aquela ânsia de viver o dia, de lutar e de tocar todos os promenores com o coração. »

22.12.10

Hoje sim, amanhã não sei se vais a tempo!

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« Se eu conseguisse abrir o meu peito e arrancar o meu coração, dava-to a ti. Assim, todos os dias, quando olhasses para ele e o visses partido, sentirias o teu a apertar com a culpa de teres destruído o meu. Ultimamente tenho sentido raiva de ti cada vez que oiço o teu nome, que oiço a tua voz ou cada vez que me lembro daquilo que já me disseste e que agora parece que te esqueceste. Às vezes apetece-me fingir que não te conheço, só que depois começo a lembrar-me que houve um dia que me apaixonei por ti e que te amei mais que tudo na minha vida. Então nesse momento tenho a certeza que nunca na minha vida poderei esquecer o meu único e verdadeiro amor, por mais que ele me magoe. Quando te vejo a passar, atravesso a estrada e mudo de passeio mas antes de virar a rua, olho sempre para trás para te ver partir, ou talvez olhe simplesmente com a esperança de te ver a largares tudo e a correres para mim. Tenho-me sentido desapontada contigo por tudo o que me estás a fazer passar. Porque apesar de tudo eu continuo a amar-te, mas tenho raiva porque sei que estas a acabar com tudo o que sinto por ti. A cada dia que passa a dor vai substituindo o amor e tenho pavor de um dia vir a odiar alguém que já amei tanto. Tenho medo de vir a odiar-te por abrires uma ferida tão profunda em mim. Não nego que ainda és o meu ar, que ainda penso em ti todas as noites, que sonho com o teu corpo e com o teu beijo. Não nego que ainda tenho saudades tuas, e saudades minhas quando estava contigo. Saudades da felicidade e do amor que só consegui alcançar ao teu lado. Sei com todas as certezas do mundo que se quisesse voltar para mim hoje, ia abrir-te a porta e deixar-te entrar. Sei que te ia deixar ficar para sempre. Mas tu preferes voltar amanhã, ou talvez depois de amanhã. Preferes arriscar o amanhã em vez de te agarrares à certeza do hoje. Foste a única pessoa por quem eu daria a vida, agora limito-me a habituar-me ao cheiro da tua ausência, à dor de um coração ferido, e ao sabor amargo daquilo que poderíamos vir a ser mas não somos. Sabes, eu ainda te amo, eu ainda te quero, hoje. Mas amanhã, posso já não estar aqui. (...)
Porque eu posso nunca vir a esquecer o grande amor da minha vida, mas posso habituar-me a viver sem ele.»

17.12.10

Preciso de descanso...

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Fecho os olhos com a esperança que a minha cabeça se abstraia por breves momentos e que a tranquilidade venha ter comigo e entre no meu corpo para sempre. É sempre tão mais fácil pensar que tudo é uma brincadeira e que a vida não passa de um jogo onde uns perde, uns ganham... mas no final, tudo fica bem e somos todos amigos namesma. Mas infelizmente não é assim. Por mais dura e crua que seja a realidade, é real e é a nossa.
Às vezes dá vontade de fugir sem rumo, gritar num sítio onde não esteja ninguém, até que a minha voz fique gasta e não saia mais. Preciso de libertar todas as lágrimas que já não derrubo à muito tempo. Aquelas que deixam os olhos a brilhar, mas não conseguem cair por estarem tão presas.
A ansiedade que trago comigo às vezes torna-se mais pesada do que o meu próprio corpo. Torna-se mais complicada de gerir do que parece. E quando caio em mim, quando penso (finalmente) em mim e no meu bem-estar, chego à conclusão que tenho o mundo nas minhas costas e eu não consigo tomar conta dele e de todos os problemas e obstáculos sozinha. Preciso de descanso, tenho necessidade de soltar toda a raiva, angústia e tensão que sinto. E ninguém imagina a quantidade que é.
Pelo menos é férias, oh meu Deus, OBRIGADA