É estranho como a vida muda. Chega a ser engraçado até. Momentos, pessoas, sítios, situações que eram nossas, que vão mudando consoante crescemos e nos tornamos mais maduros. É uma das coisas que não podemos nunca evitar. Porque quando damos por nós, as coisas já mudaram... Simplesmente não damos conta porque não depende só de nós. Depende sempre de mais alguém, de algo. Tem sempre uma explicação e quando não parece ter, é giro de certa forma dizer que é o destino que já estava traçado. Será que é sempre o pior para nós? Na minha maneira de pensar, não. Faz parte e eu não vou estar a desgastar-me por dentro e a pedir para o tempo voltar. Sei que coisas mudam, para sempre, tal e qual como outras vêm e permanecem por muito tempo, num para sempre indeterminado. A simplicidade das coisas existe quando deixamos flutuá-las e não as prendemos.
Eu nunca mais te vou prender, nunca mais te vou pedir para voltares. Cansei-me numa forma simpática da palavra. Agora tudo depende do vento, depende se está virado ou não para mim, e assim voltarás e irás sempre que quiseres. Mas não te vou prender, como também nunca te largarei por completo.