22.1.11

Acordo como novo(a), para uma nova vida.

« As contrariedades da vida, levam-nos por vezes, a sítios que julgávamos nunca visitar. Lugares escuros e sombrios, onde vivem os nossos medos e pesadelos.
Falta-nos força para seguir em frente, para lutar contra tudo. E por vezes é nesses mesmos sítios que encontramos a vontade e o querer, que nos fazem erguer a cabeça e dar graças por estarmos vivos, por termos dois braços e das pernas que nos fazem mexer, vontade de voltar a tentar, de voltar a crescer, enfrentar a vida e vê-la com outros olhos. O fim é só o início. O início de uma nova etapa, de uma nova vida.
Uma vida sem ti, que tanta falta me fazes. Uma vida sem tudo o que passamos e que me trás saudades. Um novo começo, fico eu esperando, com todo tempo do mundo, que me vai enterrando.
Às vezes nem sei do que sinto falta, não sei se quero ver-te outra vez, fica tudo confuso demais, e depois, depois adormeço mergulhado numa escuridão imensa, cheio de luz e de medo, o sol queima a minha pele branca, e ouço, ouço a tua voz, dentro de mim, a espuma branca do mar no meu cabelo, o sol que continua queimando e então, nada muda, nada vai ficando, e quando olho em redor, nada lá está, e a luz não me deixa sentir, nem o negro da noite, e então, então não sei que mais fazer e desespero, procurando apagar, tirar o sol da minha frente, que me queima, frio, que me falta, noite, e então, então acordo e não adormeço mais.
Na minha cama quente e só, acordo para não mais dormir, nem recordar, o sol que me queimava, e não queimou, o negro que me faltava e não faltou, a noite que procurava e que me achou, acordo novamente e de novo, como novo, para uma nova vida. »

By: Angel-of-Death
In: Saudades daquilo que nunca fui.

21.1.11

forever & ever.

Este momento era tão perfeito, tão correcto, que não havia dúvida disso. Os braços dele cercaram-me, segurando-me contra ele, éramos como inverno e verão. Parecia que todas as terminações nervosas do meu corpo eram fios eléctricos.
Para sempre - ele concordou, e então me puxou gentilmente mais para dentro da água.
In Breaking Dawn

20.1.11

Vais sem um único adeus.

« Nunca sabemos para onde vamos. Nunca sabemos até onde podemos chegar, nunca conhecemos os nossos passos, mesmo quando pensamos que escolhemos os melhores caminhos. Tu vens e vais como um pássaro, voas como quem anda,ficas como quem mora e, quando partes, nunca dizes a palavra adeus. Penso sempre que é a última vez, mas depois há uma força que te faz voltar, e a cada regresso trazes-me mais conforto, mais paz, mais sabedoria. O que te faz voar até mim é um mistério que o mundo não consegue resolver. Tens todos os sonhos por cumprir e, no entanto, nunca te vi com pressa para os alcançar. »

Margarida Rebelo Pinto

18.1.11

História de amor e de espera(nça)

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« É preciso aprender a aceitar e não pedir mais do que aquilo que nos podem dar. É preciso começar do zero, sempre que parece que se chegou a uma porta sem saída. Quando se ama alguém é preciso aprender a não cobrar. Aprender a dizer que chega, quando não chega. Usar o coração como fortaleza, assumir as consequências desse amor, e se for possível nunca desistir. Por isso, abre as mãos e o peito e deixa-o ficar lá dentro, não esperes que ele te ame da mesma forma que tu o amas, mas não o deixes de amar por isso. Volta à rua onde te apaixonaste por ele, e recolhe todos os sorrisos desfeitos, aproveita as noites em que choras, para conversar com o teu coração. Não és a única a achar que estás presa, o teu coração é que está preso. Está preso a um amor que lhe dá asas para a liberdade. Se o amas de verdade não desistas, não desistas de ti, principalmente de ti. Sei como é difícil, ou achas que não? O amor não é fácil, é preciso saber aguentá-lo no peito, é preciso deixar que ele amadureça, e saber colhe-lo na hora certa. »

Escrito por Vera Rodrigues.

12.1.11

Juntos ao luar de Nicholas Sparks.


































« Há tanta coisa que te quero dizer, mas não tenho a certeza de por onde começar. Deveria começar por dizer que te adoro? Ou que os dias que passei contigo foram os mais felizes da minha vida? Ou que o pouco tempo que passámos juntos foi suficiente para me convencer de que o nosso lugar é ao lado um do outro? Podia dizer-te tudo isto, e tudo seria verdade, contudo, ao reler o que escrevi, não consigo pensar em mais nada para além de que adorava poder estar contigo neste momento de mãos dadas, a ver o teu sorriso esquivo. De futuro, sei que irei relembrar constantemente o tempo que passámos na companhia um do outro. Vou ouvir o teu riso, e ver o teu rosto, e sentir o teu abraço. Vou sentir a falta de tudo isso, mais do que possas imaginar.
Todos os dias, penso em ti, e sei que, quando nos virmos amanhã, despedir-me de ti vai ser a coisa que até hoje mais me custou na vida. Por um lado, sinto receio de que chegue o dia em que tu já não sintas o mesmo por mim, que de alguma forma te esqueças dos momentos que partilhámos, por isso é isto que pretendo fazer. Onde quer que estejas e independentemente do rumo que a tua vida levar, sempre que a primeira noite de lua cheia chegar – como naquele dia – quero que a procures no céu nocturno. Quero que penses em mim e nos momentos que passámos juntos, porque, onde quer que eu esteja e independentemente do rumo que a minha vida levar, é precisamente isso que eu vou fazer. Já que não podemos estar juntos, pelo menos isso podemos partilhar, e talvez, entre ambos, consigamos fazer que a nossa relação dure para sempre. »