
Acho que ainda não tinha dito isto. Mas quando as palavras ficam presas a única maneira é fazer com que elas se soltem e deixem de estar cravadas no peito. Pensei que fosse um dia como outro qualquer, pensei que ia acontecer o habitual. Mas não... O inevitável aconteceu, quando dei por mim estava abraçada a ti e a sentir o teu cheiro novamente. Abracei-te como se fosse a ultima vez. Depois de tanta confiança, agarras-te em mim e beijas-te-me no meio daquela gente toda. Pela primeira vez, não me importei dos que me rodeavam, do que pensavam. Só queria que me comprovassem que aquilo não era um sonho. E não era mesmo. Tinha-te comigo novamente. E tudo naquele momento, embora tenha sido demasiado repentino e estranho quando comecei a pensar no que estava a acontecer naquele momento, aquilo fez-me tanto sentido. A vontade de te agarrar e pedir que ficasses comigo e que não fosse só daquela vez, era tão mas tão grande. Vi o teu brilho no olhar e a docura nas tuas palavras, aquele mesmo brilho e palavras que já me tinham pertencido antes. Soube tão bem recordar. Queria que aquilo não acabasse, a maneira como dizias as coisas, como me beijavas com o passar do tempo, todo o carinho que senti, foi tão... Inesquecível! Confesso que não fazia ideia que se iria tornar tão marcante.
Mas foi, ainda hoje, agora, neste preciso momento, quando penso, dou por mim a dizer-me que daria tudo para que tudo se resumisse, a nós.
