13.3.11

1 ano de blog.

Será sempre o meu cantinho especial :)

11.3.11

Reconhecimento & Maturidade.

Mesmo que a vida faça com que estejamos assim para sempre, talvez ela faça também com que eu nunca te esqueça. Um dia sei que irei relembrar-me disto, e apesar de haver os seus lados maus nesta situação toda, vou-me lembrar apenas, dos bons momentos. Do quanto me fizeste sentir bem.
Vais ser, no fundo, uma boa parte da minha vida. Talvez seja por isso que não te consiga odiar. Tinha muitos motivos para isso, o meu problema é que penso sempre que há mais motivos para amar uma pessoa do que propriamente para a odiar. Não sou pessoa de guardar ressentimentos, de odiar, de viver uma vida cheia de frustração. Claro que há pessoas, momentos, situações que prefiro nunca mais recordar, fazem-me mal. Mas nunca, em nenhum momento, chego a esse ponto.

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Aquilo que deixei de fazer por medo, insegurança, vergonha, faz-me pensar que poderia ter ganhado mais, poderia ter sido tudo feito de maneira diferente. Mas mesmo assim, penso que estar sempre a matutar-me pelas coisas que não fiz, é tempo perdido. Se não as fiz, se não tive coragem, resta-me corrigir, quando a ganhar. (Gostava que fizessem o mesmo em relação a mim, ao que eu faço ou deixo de fazer.)
À que saber entender, perceber o lado de uma pessoa e não fazer juízos de valor, porque na situação dela poderíamos fazer o mesmo, ou até mesmo, fazer pior. E julgar o que os outros fazem, e muitas vezes nas costas, é cobardia. É atitude de criança, atitude de quem não tem um pingo de inteligência. Sei que também já o fiz, todos já dissemos uma coisa de uma pessoa que depois nos provou o contrário e talvez seja por isso que me fez crescer tanto. E o "nojo" de que senti de mim mesma nessa altura, é a que sinto quando sei que fazem isso comigo, com as pessoas que me rodeiam. Conhecer antes de julgar, por vezes é mais difícil do que parece. Porque julgar pelo o que os outros dizem torna-se mais fácil do que propriamente ver se isso é mesmo verdade. Mas temos de admitir, nascemos todos com essa cobardia. Resta crescermos com a nossa experiência de vida. Depois cada um chega à sua própria conclusão.

9.3.11

Fazer Feliz.

« O que eu quero mesmo é que sejas feliz. Não sei se sabes, talvez não tenhas tido tempo para perceber que para mim sempre foi e será isso o mais importante, mesmo que a vida te leve para outros caminhos e que sem sequer voltes a cruzar-te comigo.
Não tivemos tempo para nada, o tempo é um ladrão, mas tu és um ladrão ainda mais esperto, porque roubas tempo ao tempo e foi assim que entraste a saíste da minha vida como um furacão, chamei-te El Niño e tu riste-te com a tristeza das crianças quando estão cansadas, e eu agora vou assistindo a cada dia que passa ao crescimento de um fosso imenso entre nós, apesar de todo o amor que sentimos um pelo outro. Já reparaste que este verbo conjugado nesta pessoa é igualzinho no passado e no presente? Mas isso agora não interessa, porque nem tu o queres conjugar em nenhum tempo nem modo, nem eu espero que o faças.
Há alguns anos que aprendi a amar assim e sei que as pessoas que partem são aquelas que amo e que por isso tenho de as deixar ir, mesmo que isso me deixe vazia e cansada. Aprendi a deixar partir as pessoas porque sei que nascemos e morremos sozinhos, que tudo o que é realmente importante na vida descobre-se e aprende-se na solidão. E que por mais que te ame e te queira proteger com os meus braços de mãe, sei que é inútil e que só tu podes crescer e descobrir o que é mesmo importante para ti.
Mas custa-me, meu pequeno e irrequieto furacão, custa-me ver-te cada vez mais cansado e desligado do mundo, como se não tivesses força para viver a tua vida e te alienasses num código de conduta que achas que é o melhor para deixar toda a gente contente, sem teres que pensar em ti. É que é muito mais fácil esqueceres quem foste do que tu julgas. E se habituares a viver assim, os anos vão passar a correr e quando olhares para trás, verás que aquela vida não foi a tua, foi só a que tu pensaste que era mais fácil ter. Mas não adianta falar, não adianta explicar-te o que já esqueci e que ainda não conheces, porque o que eu quero mesmo é que sejas feliz. Apesar de tudo, há um truque que te posso ensinar e como tu és como eu, também tens um coração do tamanho do mundo só que ainda está adormecido, por isso talvez isto te ajude. Só há uma maneira de uma pessoa ser mesmo feliz, sabes qual é?
Não tem a ver nem com o dinheiro, nem com o sucesso, nem com a fama, nem com a realização dos nossos sonhos. Aprende-se com o tempo e descobre-se com a vida. Pratica-se todos os dias como quem reza e às vezes custa mas vale a pena. É o truque mais difícil do mundo para quem nunca o recebeu e mais fácil para quem já o teve. O truque é fazer feliz a quem se ama, como dizia o João Gilberto. O mesmo que dizia que o amor é a coisa mais triste quando se desfaz. Mas isso faz parte da vida, como a morte, como a falta de sorte, como a falta de tempo, como o medo e a vontade, como tu e como eu.
E o nosso amor, aquele que o tempo, ou a vida, ou o medo, ou a falta de sorte não deixam construir, está guardado para sempre.Talvez um dia sirva para alguma coisa, para fazer feliz alguém, como eu já te fiz a ti e tu a mim, num tempo fora de todos os tempos em que eras tu que estavas comigo e não uma imagem à tua semelhança que inventaste para enganar o tempo e o mundo.
Quando quiseres descansar e olhar para dentro, verás que não é assim tão difícil. Como tudo o resto, é só querer. »
Margarida Rebelo Pinto.

7.3.11

Anger.

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Parabéns, ganhas-te a medalha de besta na minha vida.
( Tenho vontade de te bater e gritar tanto contigo, até ficar sem voz...
Só queria tirar esta raiva toda que tenho dentro de mim. )

6.3.11

A Walk To Remember.






Há filmes que retratam assuntos muito semelhantes do que nós vivemos na vida. Há assuntos como este, das imagens, que teimam em não se resolver. Porque não se tem coragem de dar o paço seguinte com medo do que pode vir a acontecer a seguir. Chega-se a perder a esperança de ter uma vida "normal". Eu habituei-me a viver sem ti, como um paraplégico, se habitua à ideia de que tem de viver assim, porque não há mais solução.
No meu caso, talvez haja, talvez não. Talvez seja eu que esteja a perder anos de convivência com contigo, que poderiam ser completamente diferentes. Mas não me estou a imaginar a mudar o que sinto, a mudar a minha forma de pensar. Confesso que esta parte do filme me emocionou porque já imaginei a acontecer-mo-nos o mesmo, para conseguir seguir em frente sem este peso constante. Queria agradecer-te pelos meus primeiros anos de vida que estiveste, à tua maneira não perfeita, presente. Queria abraçar-te pela primeira vez desde que me lembro e pedir-te desculpa. Desculpa por ser a casmurra que sou. A que nem sempre consegue perdoar. Mas no fim também queria que me respondesses com sinceridade "não tem problema". Contudo, quando penso que isso poderia acontecer o mesmo, volto a rejeitar essa possibilidade. Não sei, talvez seja a forma estúpida de me tentar proteger. Porque sempre te vi como uma pessoa ausente e não sei perdoar erros imperdoável. Não sei ver-te como quem devias de ser para mim, porque nunca me deste motivos para isso, desde que me lembre. Mas o mais estranho é que és o que és e eu não posso rejeitar isso, por mais que doa esta realidade nua e crua. Não sei se me orgulhe de mim mesma, porque mesmo ao fim destes anos ainda sentir isto, ou odiar-me pelos mesmos motivos. O mais estranho é que no meu dia a dia, quase nem penso. Nem sequer me importo porque me habituei. Mas quando vejo reencontros assim, como no filme, as lágrimas escorrem-me e daria tudo para te abraçar também. ( Por mais sem sentido e estranho que me possa parecer às vezes, apenas queria sentir essa sensação, como seria, ter-te comigo. )
Já me chamaram de forte por esta situação toda, já tiveram pena de mim, mesmo não dizendo por estas palavras, quando disse explicitamente que detesto que a tenham comigo. Mas só acreditarei que sou forte, que sou uma verdadeira Mulher, quando conseguir encarar-te cara a cara. Passaram mais de 4 anos desde a ultima vez que te vi, de raspam, e ainda não chegou a coragem. Será que um dia vai chegar? Tenho sérias dúvidas. Ponho-te no coração, mas vou continuar a fazer de conta que não existes. Não sou forte o suficiente.