"Na vida há tanta coisa que nos desilude… Porque idealizamos tanto as pessoas? Porque nos ligamos tanto a elas sem querermos perceber que não se ligam tanto a nós? De que se fazem as amizades? Como se medem? Como se pesam? Como conseguimos concluir se serão ou não para durar? Como decidimos a quem vale a pena dar mais um pouco de nós?"

Já diziam que as amizades medem-se pela intensidade que existem e não pelo tempo que duram. Por isso não me entrego a uma pessoa verdadeiramente com o intuito de ser para sempre (mesmo que seja uma coisa que nos agrada a todos) mas sim, entregar-me de corpo e alma a quem realmente vale a pena. E é bom quando se sente que os anos passam e algumas pessoas, ainda que poucas, muito poucas, permanecem sempre connosco. Com mais intensidade, com menos intensidade ao longo dos anos... Mas quando precisamos delas elas continuam sempre capazes de fazer tudo para o nosso bem estar. Quanto às amizades não as sei pesar, não as sei medir, contudo, sei senti-las. Sei dar-lhes valor. E é por isso, que quando sinto que valem a pena, dou tudo para que permaneçam verdadeiramente comigo. E se algum dia mudar, terei de abrir os meus braços, ainda com pouca vontade, e deixar as pessoas ter com outras pessoas, irem por outros caminhos. Certamente, se sentirem falta, voltam. E é assim, que se vê o verdadeiro sentido, a verdadeira importância de nos entregar-mos tanto a alguém. Porque quando se trato do coração, ele nunca se esquece de nada. Das palavras ditas, dos abraços dados, das recordações vividas... E é isso que pesa na consciência quando se está longe. E é assim que faz com que dê vontade de voltar, voltar às nossas raízes e dar tudo por tudo por continuar a ser verdadeira. Como sempre foi e se Deus quiser, continuará a ser.




