31.1.13

Basta acreditar


“Basta acreditar. Mesmo quando todo o mundo encolhe os ombros num riso desdenhoso como quem diz “pois sim, está bem”. Mesmo quando parece impossível, mesmo naqueles dias em que equacionamos se não seria mais fácil, menos duro, sonhar outra coisa qualquer, querer outra coisa qualquer. Acreditar e partir é sempre melhor do que renunciar e ficar. Nem que leve vinte anos. Mas não é um acreditar qualquer, daqueles que se ouve por aí em jeito de “ah eu um dia gostava de”, não. É um crer constantemente constante, quase obstinação, quase teimosia. É ouvir que sonho demasiado alto e, sentir e saber cá dentro do peito que o sítio de onde vimos não tem que forçosamente condicionar o lugar para onde vamos e o caminho que queremos percorrer. Basta acreditar.
Maria João Inocêncio

UM DIA, QUANDO MENOS SE ESPERA, A GENTE SE SUPERA.

21.1.13

But, I still love


Difícil é quando nem tu sabes bem o que sentes. Não sabes se amas, ou se odeias. Não sabes se queres estar perto ou longe. É complicado. Como se a pessoa te fizesse bem, mas ao mesmo tempo um mal tremendo. Como se ela te causasse uma sensação incrível, mas ao mesmo tempo te causasse náuseas. É difícil. Chegamos ao ponto de não saber se ela é a pessoa certa ou a errada.” 

12.1.13

Security


“Eu só queria um colo para encostar a minha cabeça e fingir que o mundo lá fora não existe.” 
 Clarice Lispector

3.1.13

Sem certezas


“E se soubesse que tudo ia ficar bem no final, não me importaria em nada com o que acontece agora. Mas é horrível passar um dia depois do outro sem ter a certeza de nada.” 
The Vampire Diaries

2.1.13

Impede-me de ir

“Dessa vez eu vou, querendo que tu me impeças, querendo que tu me pares e me mostres que ainda podemos ser absurdamente felizes. A verdade é que estou sempre a ir embora, nunca me acomodo quando sinto que já sou um incomodo. Então eu vou, faço as malas e atiro-me no primeiro despenhadeiro que aparecer - a queda é sempre dura, mas ainda pode existir alguém que me encontre com disposição suficiente para curar as feridas, e me levantar dizendo que o final ainda não chegou, e só acaba quando eu disser que acabou. Sigo em frente, querendo voltar, querendo gritar bem alto cada parcela de culpa que há em mim. Mas eu calo-me, cada "amo-te" que já não posso dizer, cada abraço que ninguém irá completar, cada sonho que serei o único a sonhar. Desta vez eu abro mão de tudo por uma felicidade não muito promissora, não consigo enxergar algo bom numa despedida, nem mesmo com o meu olhar mais otimista, não surge nada no meio dessa bagunça, e eu já não sei por onde começar. Queria encontrar um lugar nesse imenso universo, um lugar que ninguém me encontre, mas eu nunca penso por mim, só consigo imaginar um lugar que seja nosso. As vezes deparo-me a pensar que a verdade é que, nem eu sei mais o que faço comigo, ou o que estou esperando de algo ou de alguém. Então eu vou, ou parte de mim se vai, porque no fundo eu sei que nunca vou por completo, ou talvez o meu completo não seja tudo aquilo que eu imaginava ser.” 
Sean Wilhelm.