18.2.13

Apareces tu


É preciso força pra sonhar e perceber que a estrada vai além do que se vê.
“Quando a escuridão da vida paira sobre a minha sombra tão tímida e escondida no meio de sorrisos, eu procuro uma solução. Acho graça como tudo se torna tão difícil de um segundo para o outro, de uma vida para a outra. Quando não há o teu sorriso para iluminar o escuro da minha alma, eu fecho os olhos. Peço para que o mundo ao meu redor se torne outro, e que nesse novo mundo, os problemas não sejam assim, tão frequentes,  fortes e destrutivos. Quando eu fecho os meus olhos, não aparece mundos ou terras novas. Apareces tu. Distante e tão perto. Algo dentro de mim grita que é perigoso demais continuar nessa estrada dupla, porque ela é sempre vazia durante as madrugadas, e porque há buracos espalhados. Tu és um deles. Tu és o abismo que clama por mim. Possuis um íman tão forte, que me puxa, que me prende e que me faz gostar de estar ali. A tua voz invade a minha mente nos momentos mais indisponíveis. E eu tento tirar-te de mim. Por algumas vezes consigo e tu desapareces. Mas depois eu grito. Chamo-te, para não viver mais uma vida sozinha. Mas tu tens que desaparecer nesse infinito que eu criei, por mais bonitos que sejam os teus olhos. Foste sempre a única pessoa que me fez ser tão contraditória. Ir e ficar. Cair e levantar. Preciso de ti, mas não posso. Amo e sinto dor. Quem sabe um dia, as coisas se tornem mais claras e melhores de suportar. E nesse dia, talvez, este enigma que nos envolve seja resolvido. Para que nada mais importe, além da tua alma a juntar-te à minha. Eu espero por esse dia. A vida é grande demais. Cai, mas permaneça em pé. Preciso de ti de qualquer maneira. Fica, não vai embora mais. A saudade é grande, e eu sou tão pouco.” 

 Arcádico

17.2.13

Abraça-me.

“Só queria alguém que me entendesse, alguém que sem nem ao menos eu dizer uma palavra, perceba que eu não estou bem e me abraçasse, que essa “felicidade” é uma máscara para evitar tantas perguntas sem sentido. São tantas as pessoas falsas que fingem que se importam. Apenas quero tirar essa insegurança de dentro de mim, quero alguém para contar, alguém que diga que tudo ficará bem...”



Passo os dias a ansiar pelo teu abraço, que tanta falta me faz. Não pediria mais nada do que um grande e sincero abraço. Para mim esse gesto transmite-me tanta força e conforto... Queria tanto saber o que pensas e é por não saber, isso e muito mais, que me sinto a sufocar. Tento desvendar-te, mas é complicado. És uma pessoa mais complexa do que eu alguma vez imaginava. Por mais que tente não pensar, tudo ao meu redor tem um bocadinho de ti. Tudo. 
Mesmo não sabendo se é o melhor, abraça-me com força mais uma vez.
Tenho saudades.


31.1.13

Basta acreditar


“Basta acreditar. Mesmo quando todo o mundo encolhe os ombros num riso desdenhoso como quem diz “pois sim, está bem”. Mesmo quando parece impossível, mesmo naqueles dias em que equacionamos se não seria mais fácil, menos duro, sonhar outra coisa qualquer, querer outra coisa qualquer. Acreditar e partir é sempre melhor do que renunciar e ficar. Nem que leve vinte anos. Mas não é um acreditar qualquer, daqueles que se ouve por aí em jeito de “ah eu um dia gostava de”, não. É um crer constantemente constante, quase obstinação, quase teimosia. É ouvir que sonho demasiado alto e, sentir e saber cá dentro do peito que o sítio de onde vimos não tem que forçosamente condicionar o lugar para onde vamos e o caminho que queremos percorrer. Basta acreditar.
Maria João Inocêncio

UM DIA, QUANDO MENOS SE ESPERA, A GENTE SE SUPERA.

21.1.13

But, I still love


Difícil é quando nem tu sabes bem o que sentes. Não sabes se amas, ou se odeias. Não sabes se queres estar perto ou longe. É complicado. Como se a pessoa te fizesse bem, mas ao mesmo tempo um mal tremendo. Como se ela te causasse uma sensação incrível, mas ao mesmo tempo te causasse náuseas. É difícil. Chegamos ao ponto de não saber se ela é a pessoa certa ou a errada.” 

12.1.13

Security


“Eu só queria um colo para encostar a minha cabeça e fingir que o mundo lá fora não existe.” 
 Clarice Lispector