3.10.10

Recuso voltar a destruir o que me custou tanto a re-construir.


« Cada vez mais o amor é um dado adquirido da crueldade do ser humano... E cada vez mais nos aproveitamos das pessoas para nossa (in)felicidade. Com as dores dos olhares malvados aprendi a não ir com a onda, a despejar emoções onde elas devem ser dadas e ser mais do menos que sou. A multidão arrasta-se para uma noite onde os copos são sempre meio cheios; as raparigas vão na esperança de ver a tal pessoa e eles só estão á espera de ver um bom decote; poucas palavras e muita acção depois das três. Assusta-me o facto de ter entrado nesse jogo onde deixamos de ter vontade própria, é tudo uma questão de prazer momentâneo. Ninguém nota, ninguém vê e quando se sabe é mais uma queca numa noite perdida no tempo... Perdida a ponto de nunca mais se lembrarem.
No nokia aparece o sinal de mensagem, antes da uma as conversas sujeitam-se ao que se vai prolongar durante cinco minutos. Era este o suposto? Era este o som que devia tocar quando as pessoas estão apaixonadas? Não e é por isso que recuso. Recuso voltar a destruir o que me custou tanto a re-construir. »
Texto não meu.

16 comentários:

  1. tens uma capacidade, e arrisco-me a dizer inata, para escolher textos, brincar com eles, e tomá-los - não como teus - mas como coisas que passam a ser tuas no momento em que as encontras, nomeadamente as emoções expressas por um sujeito poético . *

    és fantástica .

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  2. Adorei o texto, mais uma vez... <33 Profundo, como sempre! Beijinho :)

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  3. Obrigada minha linda!
    Tambem gosto muito de teu. (:

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cada pessoa tem a sua opinião, dá a tua.