7.5.10


« um dia eu vou dizer-te ao ouvido o quanto eu gostei de ti, quantas noites chorei pensando em nós, o tempo que me levou a esquecer-te, a mudança que me obrigaste a superar e vou gritar-te o quanto isso foi em vão, de quanto me valeu? de nada, eu sei e tu sabes. mas um dia eu vou confessar-te, quantos dias depois das aulas não tive vontade de ir para casa por causa de suportar a solidão e me sentei no nosso muro a chorar com o meu melhor amigo. vou fazer-te ouvir o quão dificil foi (e é) ultrapassar tal ausência. e nesse dia irei ter coragem para te fazer ouvir o gélido silêncio que ouvi até hoje (e ainda ouço). irás implorar por palavras minhas, mas engolirás nada mais nada menos que um terrível e abafador silêncio que te fará chorar quantas noites já chorei. irei dar-te aquele lenço repleto de sangue e de lágrimas de infinitas noites molhadas e escuras.
desde o dia em que me deixaste eu sofri tantas mudanças radicais. eu comecei a ter medo da noite, porque aí eu sufocava de saudades tuas. eu agarrava-me á almofada e implorava para que voltasses tu e os momentos, as palavras queridas e o conforto, as caricias e os abraços. eu agora tenho medo de amar, medo de me entregar, medo de vir a sofrer, tenho medo da vida. medo dos obstáculos, simplesmente porque não acordo todos os dias com uma mensagem tuas, daquelas que só mesmo tu sabias mandar.
as lágrimas estão a escorrer-me pelo rosto como já á meses não escorriam, sabes porquê? porque hoje ouvi uma gravação nossa numa chamada telefónica. naquelas noites em que dormias em casa dos teus avós e me ligavas. que te ouvia chorar e sufocar, que me dizias palavras que tocavam ao ponto de lacrimejar pelo simples motivo de as ouvir e de o sentimento bater forte. faz-me falta a tua constante preocupação, os nossos únicos segundos, as nossas idas para tua casa, as chamadas de vídeo, a troca de fotos, as promessas. faz-me falta tudo e eu dava um mundo para puder voltar a ser feliz como já fui, mas tenho medo. até medo de confessar que tenho saudades nossas. e muitas. eu vou lembrar-me de ti sempre, acredita. nem que seja com ódio e raiva. já são tantos meses sem ti e eu ainda te amo de uma forma tão incondicional. eu prometo ter força e agarrar a minha vida ao ponto de conquistar felicidade, mas dá-me uma palavra de conforto. mas depois de tantos meses de desprezo e pelo facto de me teres deixado de um dia para outro, devo eu dizer-te que me fazes falta depois de tanto tempo? e tu? terás saudades minhas? (anda silêncio, só mais uma vez...) »
*o texto não é escrito por mim*

24 comentários:

  1. woow, que textão, alexandra :'o
    Está mesmo, mas mesmo muito sentido.

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  2. Está mesmo abusado ! Muito sentimento corre nas veias deste texto.
    Beijinho :) *

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  3. tipo, onde é que deixaste o fdp do comentário? xD

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  4. A pessoa que escreveu isto, escreve tão bem como tu :'o

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  5. Como uma pessoa já me disse, cada escrita é diferente e especial à sua maneira. Todas as pessoas escrevem de formas diferentes, emboram pareçam iguais, mas não são. Pois cada texto brilha à sua maneira, e eu não posso dizer quem escreve melhor que quem, pois seria uma injustiça. Tanto os textos que escreves, como a tua amiga fez este, brilham e dão a entender a nós (seguidores e leitores), coisas totalmente diferentes. Eu posso ter interpretado de maneira diferente das outras pessoas, e o objectivo é mesmo esse, causar impactos diferentes em todos nós. :)

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  6. E agradeço-te por teres postado algo assim aqui, para nós ler-mos. :)

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  7. temos que variar de vez em quando, ahah x)

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  8. "Nada é demais, quando a taça é de cereais" :o

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  9. Nem eu, acabei de inventar agora à pressão :o
    Bem, vou ver um filmzão,
    Beijinho, Alexandra *

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  10. Nao é escrito por ti mas esta LINDO ! :O

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  11. "um dia eu vou dizer-te ao ouvido o quanto eu gostei de ti"

    perfeito flor!
    adorei...
    beiijo
    *.*

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cada pessoa tem a sua opinião, dá a tua.