
31.3.10

29.3.10
ACABOU
(...)

28.3.10
«Perder? Nunca me custou tanto como agora.»

26.3.10
...
Porque muitas das vezes a necessidade de expressar o que sentimos é muito grande. Sentimos necessidade de deitar cá para fora, tudo o que está preso. Felizmente há a escrita que nos liberta a alma melhor do que ninguém. Às vezes o tempo é nulo, confesso. Mas não é por isso que deixo de ter a necessidade de o fazer. É como uma droga, um vício.Embora sem saber o que falar concretamente, tenho algo preso que precisa de ser libertado. É algo maior do que consigo explicar. É sentimentos ainda não desvendados, é sonhos ainda não concretizados, objectivos ainda não conseguidos. Mas a esperança vive em mim, caso contrário já tinha desistido à muito tempo. Acredito no amanhã melhor e num mundo que se vai tornar melhor. Apesar de não ser dona do mundo, sei que quem o é, é mais poderoso do que qualquer desilusão, medo, angústia, maior tristeza juntos. E eu sei que Ele não nos vai desiludir nunca. Embora nem sempre tenho as certezas necessárias, tenho sempre os objectivos traçados e é isso o que faz de mim uma pessoa lutadora, embora com defeitos como toda a gente. Nem todas as pessoas gostam de quem sou, umas pela primeira impressão, outras com os seus motivos, juntos ou não. Mas faz parte, é algo com que toda a gente vive e eu não sou nem queria ser excepção. Há uma força qualquer que faz de mim uma pessoa que consegue seguir em frente mesmo quando estou no fundo do túnel sem motivos para lutar para vencer. Quando lutar já não faz parte dos meus planos, algo muda o meu caminho e dou por mim com o obstáculo alcançado. E é a esperança de um mundo melhor, que me faz ter forças para vencer.
AlexandraPinto, 30-01-2010 ; 17:30h
25.3.10
história de uma vida;

24.3.10
nunca saberás...

23.3.10
guardar só o que é bom de guardar.

« Hoje dou por mim a tentar esquecer, o que desde sempre quis manter, porque naquele momento valeria a pena ser recordado com orgulho, mesmo quando não fazia sentido isso acontecer. Hoje sinto que isso é algo que marcou, muito até, mas tem de sair para eu continuar. Porque uma pessoa pode ser hoje uma coisa e no futuro ser outra, completamente diferente. Tenho cada vez mais desilusões, cada vez mais bato com a cabeça quando vejo que apenas nunca passou de uma ilusão, mesmo que antes parecesse tão real. Hoje apenas me resta ter a consciência que a minha vida vai mudar, não se vai manter constante e vou tentar sempre, não cometer os mesmos erros e guardar só o que é bom de guardar. »
Marta Gautier in "Tanto que eu não te disse".

22.3.10
despedida

«Paro quando chego perto de ti e envolvo-te nos meus braços. Anseio por este momento, mais do que qualquer outro. É a razão da minha vida, e quando me retribuis o meu abraço, eu entrego-me a esse momento, em paz mais uma vez. Levanto a minha mão e toco suavemente a tua face e tu inclinas a cabeça e fechas os olhos, interrogo-me durante um momento se vais afastar-te, mas claro que não o fazes. Nunca o fizeste, e é em alturas como esta que eu sei qual é o meu objectivo na vida. Estou aqui para te amar, para te segurar nos meus braços, para te proteger. Estou aqui para aprender contigo e receber o teu amor em troca. Estou aqui porque não existe outro sítio onde possa estar. Mas depois como sempre, a neblina começa a formar-se enquanto permanecemos juntos um do outro. É um nevoeiro distante que nasce no horizonte, e descubro que começo a ficar com medo à medida que ele se aproxima. Ele insinua-se lentamente, envolvendo o mundo à nossa volta, cercando-nos como que para evitar que fujamos. Como uma nuvem rolante cobre tudo, fechando, até mais nada restar senão nós os dois.
Sinto a minha garganta a começar a fechar-se, e os meus olhos a encherem-se de lágrimas porque são horas de partires. O olhar que me lanças naquele momento persegue-me. Sinto a tua tristeza e a minha própria solidão, e a dor do meu coração, que permanecera silenciosa só por um pequeno intervalo de tempo, torna-se mais forte quando tu me soltas. E então estendes os braços e dás uns passos para trás, desaparecendo no nevoeiro. Anseio por ir contigo, mas a tua única resposta é abanares a cabeça porque ambos sabemos que é impossível. E eu assisto com o coração a partir-se enquanto desapareces lentamente. Mas depressa, sempre demasiado depressa a tua imagem desaparece e o nevoeiro recua para o seu lugar longínquo e eu fico sozinho, baixo a cabeça e choro, choro e choro.»
«Amanhã quero ter este segundo presente guardado na memória , não como mais um momento que passou, mas como mais um momento que vivi...»
21.3.10
With arms wide open
MÃE
«Porque esteja triste, alegre, tanto faz20.3.10
talvez

Talvez fiz filmes a mais onde eles não existiam, talvez não fiz as melhores escolhas e não percorri o melhor caminho. Talvez pode-se ter dado mais do que dei na minha vida, talvez pode-se ter aproveitado mais do que eu aproveitei. Talvez fosse tudo diferente ou talvez poderia vir a ser tudo igual.
nem que fosse a última vez...
19.3.10
mudanças
«Podemos acreditar que tudo o que a vida nos oferecerá no futuro é repetir o que fizemos ontem e hoje. Mas, se prestarmos atenção, vamos dar conta de que nenhum dia é igual a outro. Cada manhã traz um benefício escondido; um que só serve para esse dia e que não se pode guardar nem desaproveitar.
Se não usarmos este milagre hoje, ele vai se perder.
Este milagre está nos detalhes do quotidiano; é preciso viver cada minuto porque ali encontramos a saída de nossas confusões, a alegria de nossos bons momentos, a pista correcta para a decisão que tomaremos.
Nunca podemos deixar que cada dia pareça igual ao anterior porque todos os dias são diferentes, porque estamos em constante processo de mudança.» Paulo Coelho
«Uma vez escolhido o caminho, jamais olharemos para trás.»
18.3.10
realidade
16.3.10
meuabrigoconstante
C. ♥
14.3.10
«esquece o que vês, confia no que sentes.»
coisas por fazer

«Alguma vez tiveram aquela sensação que houve algo que deixaram ficar pelo caminho, alguém que deixaram para trás, por ser difícil demais ou complicado demais ou estranho demais? Ou aquela sensação horrível de que poderiam ter feito mais, de que poderiam ter agido melhor, de que poderiam ter dito algo?»
13.3.10
never say never

“Passou algum tempo desde que te escrevi a última carta, desde que peguei pela última vez nas folhas e na caneta e carimbei permanentemente os últimos pedaços da minha vida. Já passou algum tempo desde que tiveste notícias minhas. Foi opção minha. Tratou-se de auto-reconhecimento, de afastamento e esquecimento. O cansaço com que ultimamente te tenho andado a respirar é equivalente à vontade de te apagar da minha memória, e à vontade de renascer. Foste capaz de dar-me uma volta de 360 graus. Foste um notável conquistador, percorreste terras e oceanos desconhecidos e descobrias sempre algo que eu tentava meticulosamente encobrir com pinturas e camuflagens que inventava. Trouxeste-me do meu mundo aparte sem aviso, autorização ou prévia justificação. Trouxeste-me ao puro veneno que é a minha realidade, estranho da minha auto-destruição incapaz de entender cada uma das minhas atitudes. (…)
Esta é a carta onde te conto os motivos para o teu afastamento, os motivos pelos quais te quis afastar deste lugar, apagar-te por completo dos meus mapas, ainda que estas palavras sejam evidência clara de que és um feito histórico na minha vida. (…) Dominador nato de todos os meus pontos débeis, hoje retiro-te debaixo da minha pele, para enterrar-te e deixar-te descansar em paz. Hoje afogo o amor que nunca te pude retribuir e consumo-o ainda que em memória para levar-te em cinzas ao cemitério oculto do coração.“

