30.5.10

melhor amiga;

depois de ler este post;
tenho a dizer...
«Porque alguns laços às vezes, estão destinados a existir.»
Como é que há pessoas assim? Capazes de tudo para nos fazer felizes. Como é que há pessoas que no momento de maior dor, conseguem-nos tirar uma felicidade maior que o mundo? És tão linda melhor amiga, és tão, tão, tão minha.
Nestes dois anos, sete meses e três dias aprendi tanto, aprendi a viver não só para mim, mas para ti também. Aprendi a acreditar num "para sempre" que antes não acreditava e tudo sabes muito bem disso. Sabes, não consigo descrever. Só eu sei o quanto me sinto segura quanto tu me abraças. Às vezes penso o quanto eu daria para te ter todos os dias comigo, o quanto eu faria para te ver sorrir junto de mim, sempre. O quanto daria para voltar a ter-te presente fisicamente como antes. Era tudo tão lindo, tão importante. Foste a única que não me deixas-te quando nos separamos, tens noção? Quando digo única, é única mesmo. E para nós as coisas não ficaram iguais, melhoraram até.
Só contigo acredito no para sempre, esse para sempre tão lindo e que me dá tanto, mas tanto orgulho. Porque por mais tristeza que encontre na minha vida, eu tenho uma certeza. Vou amar-te sempre, vais estar sempre na minha vida, presente ou não fisicamente como antes, mas sempre, sempre cá dentro. No local onde mereces estar por tudo, no meu coração. Eu amo-te melhor amiga, muito. E eu tenho muiiito orgulho em ti, acho que nem eu tenho noção de quanto!

alexandra pinto; para cátia bandeira.

29.5.10

era tudo tão diferente...

gostava tanto que tudo fosse diferente. que tu fosses diferente, que eu fosse diferente e que as coisas fossem diferentes. às vezes só não somos mais felizes por burrice nossa, e depois ainda nos queixamos. tenho realmente pena por ver pessoas a partir sem ter razões aparentes. tenho pena de não as conseguir manter como pensei que fosse acontecer. tenho realmente muita pena!
mas que hei-de eu fazer? quando dizemos que há laços que nasceram para existirem, também ao mesmo tempo, há pessoas que não nasceram para permanecer juntas. quem vai mudar isso? eu (sozinha)? não quero, nem consigo. só com a ajuda de ambos os corações e ambas as forças. só assim conseguiria-mos seguir em frente e conseguir que tudo fosse diferente. e sabes uma coisa? os meus sonhos eram tão bonitos, eram tão felizes. e sabes outra coisa? acreditava que os teus fossem iguais ao meus. e foi aí que criei expectativas erradas. foi aí onde acrescentei coisas que não existiam. cai na realidade, mais uma vez, bruscamente. só de pensar que à relativamente pouco tempo, era tudo tão diferente, dá-me medo de pensar como vai ser daqui para a frente. mudada, eu sei que vai estar a minha vida. mas como estará? estará melhor ou pior do que hoje?
alexandra pinto

28.5.10

,tudo vai passar.


"Eu também tenho medo, mas não digo nada. Gosto de sorrir para a vida e pensar que tudo vai correr bem, mesmo quando os dias me trocam as voltas e chego à noite estoirado a casa, sem encontrar sentido às coisas."

Margarida Rebelo Pinto

26.5.10

não sobrou nada.

E no final disto tudo o que é que sobrou? N A D A.

Afinal mesmo em dar tudo de nós, recebemos sempre as tais "pancadas" das pessoas. Às vezes pergunto-me como é que há pessoas capazes de fazer o que fazem. Capazes de magoar as pessoas que sempre fizeram de tudo para as vezes felizes. É tão triste, é mesmo. E eu, infelizmente, que o diga. Dei tudo o que podia dar e às vezes dei mais do que devia, pois havia pessoas que não estavam a favor disso, mas eu fui contra a vontade delas, para ajudar outra pessoa. Dei valor a tudo o que me foi dito, e acho que esse é mesmo o meu principal problema. Acreditar em tudo o que me dizem. Mas é algo que não consigo evitar. Talvez um dia consiga mudar a minha estupidez, um dia. Sinceramente dá-me vontade de partir tudo quando penso o quanto estúpida e cega eu fui. Magoei-me a mim mesmo, apenas porque ouvia o meu coração. Que raiva, que raiva, que raiva. E o pior de tudo é que hoje foi tudo em vão, como se nada tivesse passado. Boa!
É triste, mesmo triste isto acontecer. Mas não dá para mudar essas coisas. Mas hoje, hoje eu felizmente sei (abri os olhos) que tenho de usar a cabeça também, para além do coração.
Alexandra Pinto.


25.5.10

, certo?

“Se queria modificar-te, era porque não te amava. E se pensava que isso estava ao alcance dela era porque não te conhecia."

Karen Rose in A Morte Chama-te.


24.5.10

recordações de uma (pequena) vida*

É triste os meus textos serem sempre por motivos tristes, seja por nervosismo, por tristeza, ou por coisas que acabaram e saber que o que era sobre a felicidade que sentia cá dentro de mim, já não existe, foi uma coisa do momento. São fases, meras palavras, simples textos, acontecimentos marcantes, recordações. Vivo com a esperança de um dia escrever somente sobre a felicidade, sobre a pessoa feliz que serei, sobre o ser humano que me vou tornar, com o objectivo de me tornar sempre melhor, dar o melhor de mim, para ser feliz, não pelos outros, mas porque necessito disso. Eu quero um dia sorrir com toda a força e que esse sorriso não tenha tristeza atrás dele, eu quero que a minha Vida seja diferente, para isso lutarei, lutarei e darei o melhor de mim. Mas sou humana, tenho sentimentos e nem sempre as pessoas os respeitam e pensam que falar mal das pessoas é um passatempo bem divertido, mas não o é. Magoa as pessoas não gostarem de nós só porque lhes disseram alguma coisa (que pode ou não ser verdade), é triste sermos esquecidos porque erramos uma vez, é triste querermos ter de novo o que antes era nosso, mas as coisas irem e nunca mais voltarem. Mas podem não ter sido cem por cento verdadeiras, mas sei que num momento da minha Vida, foi essa pessoa que me ajudou, que fez com que eu não estivesse sempre triste, por isso dá saudades, nem que seja de um simples sorriso no momento certo, de uma palavra que por mais simples que pareça, fez a diferença naquele momento.saudades do “estou contigo, sempre que necessitares”, faz falta o abraço que por mais que agora não faça tanto sentido, continua a parecer sempre verdadeiro, porque nessa altura senti que foi sincero e fiz com que o merecesse, por isso sempre me fez pensar que relembrar um abraço, é relembrar um pedacinho de vida que foi entregue a nós sem pedir nada em troca. Por isso, hoje, não ganho rancor às pessoas que me deixam ao longo da Vida, pois dou por mim a relembrar tudo, a relembrar cada bocadinho, cada coisinha insignificante que parece pouco, mas foi grande, fez a diferença. Por isso, não desejo mal a essas pessoas, só me resta agradecer, agradecer por pelo menos, sinceros ou não, fizeram-me na altura um sorriso e se foi verdadeiro tudo o que passamos, peço desculpa por não ter conseguido que ficassem comigo para sempre e nunca direi que a culpa foi minha ou tua, mas nossa. Mas é com grande saudade que recordo grandes momentos passados que me fazem ou fizeram felizes um dia da minha Vida. E agradeço a eles por hoje ter essas recordações todas na minha memória. Porque posso ter memórias tristes, que parece que nunca parece desaparecer, mas estas tapam a ferida, faz com que sorria de novo!

Alexandra Pinto; escrito no dia 20 de Julho de 2009.

levarei sempre comigo todas as recordações que um da fizeram de mim, uma pessoa mais feliz! S E M P R E *

23.5.10

as coisas mudam, MESMO!

«É frustrante gostares tanto de uma pessoa, saberes que estás tão longe dela. Saberes que a qualquer momento a podes perder e não podes de forma alguma ir procurá-la.»

Há coisas que definitivamente me ultrapassam, as histórias que na minha vida passam, é uma delas. Mesmo dando o melhor de nós, entregar o nosso coração, dizer o que sentimos, a vida surpreende-nos sempre. Sempre escondi os meus sentimentos, pois das vezes em que me expus, arrependia-me sempre. Mas pensava que haveria excepções, que haveria pessoas capazes de tornar esses acontecimentos realidade, que valeria a pena dar o nosso coração a alguém. Mais uma vez a queda foi maior do que imaginava. Ou talvez tenha sido eu que tenha acordado bruscamente de um sonho, que nunca passou disso, um simples sonho. Mas esse sonho fez com que sorrisse, fez com que me alegrasse, com que me sentisse viva e finalmente adorada. Mas acordei, acordei de uma maneira demasiado brusca e mais uma vez, estou no fundo do túnel. Gostava de mudar os meus próprios sentimentos, era tudo mais fácil. Porque sei que não mereço, sei que sempre fui justa e sincera e que não merecia um final assim. Mas mesmo com esta tristeza ainda sinto esta falta de ti, de atenção e as palavras que só tu me sabias dar que significavam tanto para mim. Os olhares marcantes que me faziam sorrir sem parar e deixavam-me o coração cheio. É tão simples o que te pedia, que fosses sincero comigo como sempre fui contigo. Nem sabes o quanto me magoas-te, não imaginas. Acordar assim de um sonho não é bom para ninguém. Sinto um aperto que à muito não sentia, é uma sensação de desespero junto com raiva desta situação. De um lado estás tu, no passado, onde eras perfeito, do outro estás tu agora onde eu tenho de me habituar que fui substituída e que não posso fazer nada contra isso. E todos os sonhos que dentro deste sonho sonhava contigo, foi como uma miragem, uma miragem que vai desaparecer a qualquer momento. Talvez não seja suficientemente boa para conseguir manter-te comigo, talvez queiras mais, aquilo que eu não te poderia dar. Talvez faltasse algo indispensável que te impedia do meu sonho se realizar, se for a ver bem, há muitos “talvez”’s prováveis de existir. Não sabendo quais são exactamente, sei só que o sonho acabou, à que acordar para a realidade que desde sempre devia de ter estado. Prometo que não vou mais interferir na tua vida, prometo que vou deixar de sentir isto, prometo esquecer tudo o que planejamos, prometo com o coração que sim. Por mais dolorosa que seja, por mais triste que me sinta ao deixar escapar este caminho que antes me fazia feliz, há atitudes cruéis que temos de tomar na nossa vida, esta é uma delas na minha. Nunca é fácil abandonar um sonho, principalmente quando o sempre vimos como uma possível realidade.

AlexandraPinto – 07-02-10 – 03:23

* como é que em tão pouco tempo, as coisas parecem tão diferentes. a minha maneira de pensar/agir é tão diferente. aprendi mesmo. *

ps: agradeço que venham aqui !

22.5.10


« Para mim, o pior não é o fim. Não é o acabar, não é o choque inicial, não é a sensação de vazio, não é o estômago às voltas, não é o coração que não cabe no peito. É o que vem depois do fim. (...) O pior são as saudades. E do que eu tenho mais saudades, é de acordar e não pensar em nada. »

20.5.10

« talvez um dia , eu ache que voltaste a merecer um sorriso meu. uma palavra, um olhar que seja. talvez um dia, eu me lembre de ti. talvez um dia, eu vá ter contigo. mas até lá, vais ter de esperar. e quem espera , desespera. e a tua paciência tem limites. e bem pequenos. e até esse dia chegar, não serás merecedor do mais pequeno acto vindo da minha parte. até que esse dia chegue, fingirei nunca ter o teu nome e direi que não te conheço a todas as pessoas que me falarem de ti. talvez um dia, eu me lembre que existas, se até lá formos alguém. o que, muito sinceramente, eu duvido que aconteça. »

Quando se diz que com o tempo, tudo muda, é realmente verdade. E felizmente para mim! Ainda me lembro das noites em que finalmente estava sozinha e podia chorar sem ninguém ver, do desespero que se instalava dentro de mim que tão bem eu sabia disfarçar. Aquela dor que chega a doer mais do que qualquer outra coisa. Mas era o que me fazia sentir, no final, minimamente melhor.
Hoje, sei que tudo o que fui, foi como se não fizesse nada, mas quando digo que estou feliz, não estou a mentir. Sinto que ultrapassei uma barreira e que não me sinto a inferior de antes. Tenho orgulho em mim por ter conseguido seguir em frente sem me ir uma única vez a baixo. Já não sinto o peso todo em cima de mim. Hoje sinto-me estável, o que já não sabia o que isso era, confesso. É bom! E não vou pensar "mas vai acabar", se tiver de acabar, há que ter forças e lutar de novo. O sabor da vitória vale muito mais a pena do que qualquer outra coisa. Saber que com aquele esforço interior, valeu a pena, é uma felicidade que não dá mesmo para descrever. e no final disto tudo, apenas penso que foi mais uma lição de vida que aprendi.

18.5.10

« Se voltassemos atrás no tempo, neste momento eu estava a pedir-te que não fechasses a porta. Ía dar-te a mesma desculpa de sempre "quero ouvir isso mais uma vez". Tu ías lutar e argumentar e eu ía fingir que estava tudo bem. Ía pedir desculpa mesmo que a culpa tivesse sido tua. Nada ficou melhor por eu ter tentado, nada mudou por eu ter eliminado o orgulho. E agora, o que resta? A minha raiva cresceu e eu desisti de ti e de um nós impossível. Agora eu já te deixei ir, já te dei toda a liberdade do mundo; já deixei de olhar para ti e já parei de entrar nos mesmos sitios do que tu. E se um dia eu perguntar a mim mesma quem é que teve a culpa, eu vou saber que foste tu. Quem me dera que ainda sonhasses e que ainda fosses a mesma pessoa... Quem me dera que deixasses de ser esse menino mimado que acha ter tudo nas suas mãos. No fundo tu sabes, que eu nunca fui assim... E não vou ser. Mais vale ter alma do que ter tudo menos isso. »
mas por incrível que pareça, sinto-me aliviada porque sei que hoje eu não voltaria a fazer o mesmo. aprendi & ponto.

17.5.10




Sabes uma coisa?
Quanto mais me tentas deitar a baixo, mais vontade de sorrir eu tenho!


Quando certos sonhos fizeram parte de nós, e hoje somos obrigados a esquecer, temos de pensar que os que viram serão melhores e vão passar de sonho, a realidade.







queres sorrir comigo, sorrir para os problemas, sorrir para a tristeza, sorrir e ser muito feliz?
eu sorriu, nem que seja sozinha.
eu quero sorrir muito, ser muito feliz :)

15.5.10

''Destruíste tudo aquilo que criaste, disseste o que quiseste e comigo nem te importaste. Agarraste-te em momentos, e momentos apagaste. Pensas que me decoraste? Foste tu quem perdeu tantas palavras minhas, não imaginas a força que tenho por detrás deste jeito de menina. Eu sou a força que tu nunca tiveste, eu sou aquilo que tu um dia perdeste! Eu sou o sentimento que tu nunca conheceste, eu sou a luta a que tu nunca te submeteste. Eu sou a garra que agarra qualquer disputa. Eu sou a mulher que hoje em dia nem te escuta. Eu não sou mais uma, eu nasci para ser aquela! Eu sou a diferença das tuas amigas que não passam de cadelas. Eu sou aquilo que é demais para os teus braços manterem, e estou alta demais para os teus olhos verem. Por isso antes de pensares, que viraste as costas e me magoaste. Ou que eu sofro no destino que tu traçaste. Quero só dizer que saíste da minha vida, tal como entraste, e que não me afectam as palavras que falaste...
Porque eu sou mesmo muito mais, do que alguma vez sonhaste!''


14.5.10

« (...) Por isso antes de pensares, que viraste as costas e me magoaste. Ou que eu sofro no destino que tu traçaste. Quero só dizer que saíste da minha vida, tal como entraste, e que não me afectam as palavras que falaste... Porque eu sou mesmo muito mais, do que alguma vez sonhaste. »
- sou mesmo ;

13.5.10



tenho medo que um dia deixe de viver e apenas exista, vocês não também têm?
- é uma vontade súbita de fazer tudo e ao mesmo tempo querer ficar quieta para não sofrer mais - ; sinto que por vezes esse caminho, o do esperar, é o melhor, pois caso contrário estaremos apenas a lutar contra nos mesmos, não vale a pena lutar se é apenas um lado a fazê-lo, se o esforço não é mutuo. Mais vale esquecer, e seguir em frente.

« com ou sem ti »

11.5.10

Às vezes uma grande qualidade, torna-se um grande e prejudicial defeito, como ter bom coração. Por mais que diga que nunca mais vou falar com essa pessoa, na primeira oportunidade, lá estou eu a apoiá-la em tudo e a esquecer que também tenho uma ferida ao qual essa pessoa não quer saber. Mas eu penso sempre que um dia essa pessoa vai cair em si, que afinal todas as pessoas têm coração. E sim, toda a gente tem coração, resta é saber de que tipo de coração é o que tem lá dentro. Será um coração com sentimentos, ou pessoas que são só capazes de pensar apenas e só nelas próprias? E esquecerem-se que os outros também choram, também caiem quando têm de cair como eles. Que também temos fraquezas e buracos no peito. Também temos um sorriso forçado quando a vontade de sorrir é nula. Não são apenas as pessoas que nos fazem a vida num inferno que passam por isto. Será difícil de entender que tudo, mas tudo o que fiz, foi por pensar que faria o melhor? Será complicado perceber que sempre agi de forma com que ninguém saísse prejudicado? Novidade das novidades, sabem qual é? O meu buraco continua aqui e essas pessoas já seguiram rumo (sem mim). Não entendo a mentalidade da maior parte das pessoas, juro que não. Julgam-se pessoas com sensibilidade e parece que só têm pedra ou carvão no coração. Algo duro e incapaz de distinguir o certo do errado. Estou farta de esquecer que posso muito bem viver sem essas pessoas, pois tenho pessoas que me adoram e nunca faço de "cola" de corações e depois sou largada. Felizmente ainda há uma ou outra pessoa verdadeira à minha volta. Mas no final disto tudo, sabem o que é mais estúpido? É que sei perfeitamente que essas pessoas vão voltar para pedirem desculpa, não é assim, sempre as atitudes dos cobardes? Claro que é. Parece que já conheço melhor as pessoas falsas do que propriamente as pessoas que valem a pena. Sabem porquê? As pessoas falsas vão sempre pelo caminho mais apetecível e fazem sempre o que lhes provoca felicidade e de preferência, facilmente para não cansar muito. Eu juro que tinha pena de ser assim, juro que sim. Tinha pena de só ser feliz com a infelicidade das outras pessoas. Mas graças a Deus, ainda há pessoas que abrem os olhos - vão a tempo - e chegam à conclusão que o tempo de ignorância passou, tal como está a acontecer comigo.
Só vos tenho uma coisa a dizer, e é fácil de perceber não precisam de perder muito tempo a pensar (cobardes):
- não quero que voltem nunca mais, desapareçam de uma vez por todas e esqueçam que eu existo, façam isso por vocês próprios, por vocês próprios e principalmente, por vocês próprios!

* texto da minha autoria*

10.5.10

o bom coração, acabou.

« Cada vez que penso que não estás, cai-me tudo, então quando penso que nunca estiveste falta-me o ar, não consigo respirar… Eu não escolhi nada disto juro, foste tu que escolheste a NOSSA vida, escolheste a tua e obrigaste-me a escolher a minha, não foi de livre vontade que te perdi, foste tu que quiseste desprezar-me, infelizmente. Custa ainda mais saber que a vida que escolheste não te vai dar nem metade daquilo que eu te queria dar, a outra pessoa com quem tu ficares nunca vai sofrer tanto por ti como eu, tenho a certeza absoluta. É pena, punha as minhas mãos no fogo por ti sabes? E tu, todos os dias gostavas de dar mais ênfase à coisa… Chamaste-me de decadente, tiveste toda a razão no momento, a minha decadência por ti era completamente desnecessária… No entanto, dou por mim, e estou a escrever para ti, novamente, todas as noites que passei a escrever, cada noite jurava a mim mesma que seria o ultimo texto que escreveria dedicado a ti, lembro-me perfeitamente de todas as palavras que disse, às quais prometia ser as ultimas, lembro-me de todas as palavras de conforto e promessas que fazia a mim mesma, e sabes que mais? Tudo isso foi como por água a baixo. É sempre assim, acontece-me sempre a mesma coisa, apareces tu com esse teu sorriso infantil e estúpido e deitas-me abaixo. E ao menos sabes porquê? Porque por vezes, o olhar precisa de ver para viver e o espírito precisa de sentir para sorrir. Há coisas que existem, acontecem e são, simplesmente, porque sim. E são as que fazem maior sentido. Pois cada gesto é uma marca, é um motivo de satisfação. Pois cada acto é algo novo que simplesmente fica. E quer ficar. Mas nunca pode. Tem sempre de ir. Pois há mundos distintos. Que assim devem ficar, a uma distância bem perto… Quando te disse várias vezes que gostava de ti, não te estava a mentir. Tentei ajudar-te mesmo quando sabia que não devia, ouvia raspanetes de todo o lado, mas mesmo assim tu para mim eras diferente. Não me importava a quantidade de vezes que tentassem apagar e remodelar o desenho que já tinha fixo de ti. A verdade, é que quando gostamos de uma pessoa, as coisas são sempre diferentes. Nunca vemos as merdas todas, tu mostraste-me algumas, mas não me importa, se tenho saudades tuas ainda? Não consigo responder a isso. Aprendi muito contigo, com certeza mais do que possas imaginar. Aprendi com os meus erros, porque é quando se perde é que a lição é mais importante, sim porque na verdade eu perdi, e isso foi um erro, reparo agora que sou fraca a um nível muito baixo, não sei se fui covarde em desistir ou se já não tinha base suficiente para me aguentar de cabeça erguida, na verdade foste tu que deste cabo dessa minha base, não te estou a culpar porque a única culpada sou eu por te ter deixado fazer tal coisa. Devia ter ficado quieta mais vezes, devia ter respeitado o teu silêncio e o teu espaço, deixar-te em paz em vez de te pedir o mundo (…) mas como de ti já não tenho nada, resta-me fechar as portas e desejar que encontres o que queres no caminho que tu escolheste, porque eu vou passar a frente, visto que tu, já o fizeste à muito tempo. »
*o texto não foi escrito por mim, apenas retrata o que sinto*

9.5.10


Ainda há alguém que sorria porque sim, que chore porque sim? Que salte porque sim, que abraça porque sim? Sem pensar, sem algo por detrás? Alguém que pense apenas com o coração e que não pense nas consequências? Alguém que leve a vida com sorrisos e não com tristezas? Ainda há pessoas que sonham e tornam os seus próprios sonhos em realidade? Alguém que pense apenas e só no bem estar? Hoje em dia já não há pessoas assim. Onde anda a felicidade mutua? A preocupação pelos que nos rodeiam? A liberdade que podia ser muito mais do que isso? Ainda há quem seja feliz fazendo do pouco muito? Hoje em dia só pensam em grandezas e esquecem-se que as pessoas são mais importantes que esse aparte. Tenho saudades da simplicidade das coisas e das pessoas. Das pessoas simples e genuínas. Saudades de ver as pessoas construírem a sua própria felicidade e ajudar quem mais precisa. Porque quando nós estamos a dizer que temos pouco, ou mesmo nada, esquece-mo-nos que há pessoas que davam tudo para ter o que nós temos. Mães que davam a sua própria vida para dar aos seus filhos o que nós temos e desperdiçamos. É triste quando não damos valor ao pouco que se torna muito e queremos sempre mais. Esquece-mo-nos que há pessoas a morrer porque lhes fazem falta o que deitamos fora. Há pessoas a morrer à fome, ao frio, à sede. De desgosto porque ninguém lhes dá atenção, de suicídio porque tinham uma vida desumana, de violação... E nós? Nós continuamos a pensar que somos uns desgraçados. Mas é aí que gostava que as pessoas trocassem de vidas e passassem a não ter realmente nada. Aí, finalmente, daria valor às coisas simples, às pessoas que nos rodeiam. Davam valor também a um abraço e a um carinho, a uma nova pessoa na nossa vida e não pensavam em consequências.

7.5.10


« um dia eu vou dizer-te ao ouvido o quanto eu gostei de ti, quantas noites chorei pensando em nós, o tempo que me levou a esquecer-te, a mudança que me obrigaste a superar e vou gritar-te o quanto isso foi em vão, de quanto me valeu? de nada, eu sei e tu sabes. mas um dia eu vou confessar-te, quantos dias depois das aulas não tive vontade de ir para casa por causa de suportar a solidão e me sentei no nosso muro a chorar com o meu melhor amigo. vou fazer-te ouvir o quão dificil foi (e é) ultrapassar tal ausência. e nesse dia irei ter coragem para te fazer ouvir o gélido silêncio que ouvi até hoje (e ainda ouço). irás implorar por palavras minhas, mas engolirás nada mais nada menos que um terrível e abafador silêncio que te fará chorar quantas noites já chorei. irei dar-te aquele lenço repleto de sangue e de lágrimas de infinitas noites molhadas e escuras.
desde o dia em que me deixaste eu sofri tantas mudanças radicais. eu comecei a ter medo da noite, porque aí eu sufocava de saudades tuas. eu agarrava-me á almofada e implorava para que voltasses tu e os momentos, as palavras queridas e o conforto, as caricias e os abraços. eu agora tenho medo de amar, medo de me entregar, medo de vir a sofrer, tenho medo da vida. medo dos obstáculos, simplesmente porque não acordo todos os dias com uma mensagem tuas, daquelas que só mesmo tu sabias mandar.
as lágrimas estão a escorrer-me pelo rosto como já á meses não escorriam, sabes porquê? porque hoje ouvi uma gravação nossa numa chamada telefónica. naquelas noites em que dormias em casa dos teus avós e me ligavas. que te ouvia chorar e sufocar, que me dizias palavras que tocavam ao ponto de lacrimejar pelo simples motivo de as ouvir e de o sentimento bater forte. faz-me falta a tua constante preocupação, os nossos únicos segundos, as nossas idas para tua casa, as chamadas de vídeo, a troca de fotos, as promessas. faz-me falta tudo e eu dava um mundo para puder voltar a ser feliz como já fui, mas tenho medo. até medo de confessar que tenho saudades nossas. e muitas. eu vou lembrar-me de ti sempre, acredita. nem que seja com ódio e raiva. já são tantos meses sem ti e eu ainda te amo de uma forma tão incondicional. eu prometo ter força e agarrar a minha vida ao ponto de conquistar felicidade, mas dá-me uma palavra de conforto. mas depois de tantos meses de desprezo e pelo facto de me teres deixado de um dia para outro, devo eu dizer-te que me fazes falta depois de tanto tempo? e tu? terás saudades minhas? (anda silêncio, só mais uma vez...) »
*o texto não é escrito por mim*